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Política

Latino-americanos esperam resultados positivos do diálogo entre oposição e governo na Venezuela

Brasília – Nesta quarta-feira, 2, os chanceleres da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Paraguai e Uruguai, emitiram mais um comunicado conjunto, desta vez de apoio ao diálogo iniciado no dia anterior em Caracas, entre o governo e a oposição.

No texto, Susana Malcorra, José Serra, Heraldo Muñoz, María Ángela Holguín, Cláudia Ruiz Massieu, Eladio Loizaga e Rodolfo Nin Novoa, expressam que “tendo iniciado o processo de diálogo entre representantes do Governo da República Bolivariana da Venezuela e da Mesa de Unidade Democrática, os ministros abaixo assinados manifestaram a esperança de que este diálogo alcance resultados concretos dentro de um prazo razoável. Os ministros que subscrevem esta declaração reiteram seu apoio ao acompanhamento do Vaticano e dos ex-presidentes, em representação da UNASUL, e exortam que estimulem as partes a realizarem avanços e gestos de aproximação, com a brevidade possível, e a evitarem qualquer ato de violência e ameaças ao processo em andamento”.

No entanto, a própria oposição venezuelana está dividia quanto ao diálogo e parte dela entende que Nicolás Maduro está apenas ganhando tempo. María Corina Machado, por exemplo, lembra que o governo da Venezuela não voltará atrás na realização do referendo revocatório e não cogita liberar os presos políticos mais importantes, como Leopoldo López.

Segundo ela, “não há marcha a Miraflores, não há juízo político contra Maduro, não há referendo revocatório. Assim, não há mudança de regime em 2016, mas há indignação. É um erro da MUD (Mesa de Unidade Democrática)”, afirmou.

A oposição venezuelana também se queixa da postura do Brasil considerado o único país capaz de impor temor ao regime chavista.

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