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Líder afirma que MST recebe treinamento das Farc

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O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), afirmou nesta quinta-feira, em audiência pública realizada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, que os movimentos de trabalhadores rurais que promovem invasões estão sendo treinados por organizações criminosas internacionais como o Sendero Luminoso, do Peru, e as Farc, da Colômbia.

Na sua avaliação, o governo tem conhecimento dessa prática, mas não toma nenhuma providência. Caiado falou na presença do ministro da Justiça, Tarso Genro, que rechaçou qualquer subjugação do governo aos interesses dos movimentos de trabalhadores sem-terra ou à pressão de proprietários rurais para defendê-los contra as invasões.

O ministro garantiu que a Justiça não será instrumento de nenhuma das partes, caso contrário, o governo perderia a capacidade de fazer valer a lei.

De acordo com Tarso Genro, a Polícia Federal não está omissa, mas isenta. Autor do requerimento de convocação, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) acusou Tarso Genro de “faltar com a verdade”.

Segundo o deputado, “existe um descompasso enorme entre o que está ocorrendo no campo e o discurso de Vossa Excelência”, afirmou.

Caiado explicou que as invasões ocorridas nos últimos 12 meses em seis fazendas no sul do Pará geraram prejuízos superiores a R$ 100 milhões aos proprietários e exibiu ainda uma portaria baixada pela polícia estadual proibindo o cumprimento de ordens de reintegração de posse sem o aval do comando da corporação.

A Polícia Federal, segundo Tarso Genro, só vai agir na solução de conflitos agrários e usar violência quando houver determinação da Justiça. Tarso Genro afirmou que a PF está combatendo o crime no Pará, mas não se envolve no conflito de fundo ideológico, que opõe trabalhadores e proprietários.

O deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP) acusou o governo de “tomar partido” em favor dos sem-terra e de negligenciar o pacto que a sociedade consubstanciou na Constituição, que incluiu a proteção ao direito de propriedade. “Às vezes, se dá força ao lado que não está com a Justiça”, afirmou.

Genro disse que a instituição está montando uma força-tarefa com autoridades locais para desarticular o crime organizado, que, segundo ele, atua em várias regiões do Pará.

A organização de uma força-tarefa para atuar naquele estado foi sugerida na audiência pela deputada Bel Mesquita (PMDB-PA). A deputada explicou que a situação no Pará fugiu do controle em razão da determinação que limitou a atuação da polícia para reprimir invasões de sem-terra.

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