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Liga Árabe exige renuncia de Bashar al Assad

Liga Árabe exige renuncia de Bashar al Assad

Reunidos neste domingo, 22, em Doha, no Catar, os países membros da Liga Árabe cobraram a renúncia imediata do presidente sírio Bashar al Assad que teria uma saída segura do país.

Os árabes também instaram à oposição e os rebeldes a formarem um governo de transição, de unidade nacional.

Na avaliação dos representantes da Liga Árabe, Assad deve tomar uma decisão rápida e corajosa se quiser salvar a Síria do desastre total.

Também neste domingo, o organismo aprovou a doação de US$ 100 milhões aos refugiados sírios.

Nesta segunda-feira, 23, o governo de Assad afirmou que não serão empregadas armas químicas no país se a Síria não for atacada por forças estrangeiras.

Segundo Yihad Maqdisi, porta-voz da chancelaria síria, “nenhuma arma química será utilizada na Síria. Essas armas estão vigiadas e guardadas e não serão usadas a menos que o país sofra uma agressão externa”.

Maqdisi classificou de “interferência flagrante” nos assuntos internos da Síria a proposta da Liga Árabe para que Bashar al Assad renuncie como forma de impor uma solução à crise.

Ele enfatizou que o governo está aberto às negociações políticas e destacou que o povo sírio “é soberano de si mesmo e é ele quem decide derrubar ou retirar governos e presidentes, mas por meio das urnas”.

O porta-voz mandou ainda um recado aos países árabes para que deixem de apoiar e armar os rebeldes.

Maqdisi afirmou que o governo segue o plano apresentado por Kofi Annan e que o Exército está apenas defendendo os civis contra os insurgentes.

Fronteiras

De acordo com informações que chegam da Síria, os enfrentamentos aumentaram muito no país nos últimos dias e expandiram-se para as cidades de Damasco e Alepo.

Neste momento, o governo coordena uma ofensiva para recuperar postos fronteiriços em mãos dos rebeldes.

Enquanto isso, os países vizinhos já discutem a Síria pós-Assad. A queda do líder sírio é tida como certa no Oriente Médio.

Tropas do governo já bombardearam uma parte do território libanês, na fronteira ocidental do país.

Há o temor, inclusive do Brasil, de que a situação acabe por deteriorar-se completamente e o Líbano seja sugado para um conflito de repercussões inimagináveis.

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, deixou claro que Israel, país que tem fronteiras com a Síria e o Líbano, não aceitará a transferência de armas de Damasco para Beirute.

Na avaliação de Barak, apenas o Irã e a organização libanesa Hezbolah, seguem apoiando Assad.

Sua preocupação é que o Hezbolah acabe por herdar armamento pesado da Síria, incluindo os não convencionais como armas químicas.

Há sérios problemas também na fronteira da Síria com a Turquia onde um posto fronteiriço foi tomado. O governo turco já enviou blindados e baterias de mísseis para a região.

Na fronteira com o Iraque, o Exército sírio recuperou o posto de controle de Al Yarbia, mas outros dois importantes postos continuam com os rebeldes. Neste caso, a preocupação é com os militantes da Al Qaeda que deixam o Iraque em direção à Síria.

Palestinos

Cerca de 500 mil palestinos vivem como refugiados na Síria e sempre foram vigiados pelo governo de Assad. Agora, parte deles decidiu somar-se à oposição e lutar contra o regime junto com os rebeldes do Exército Sírio Livre (ESL).

Parte desse contingente é descendente dos primeiros refugiados palestinos na Síria aonde chegaram após a criação do Estado de Israel em 1948.

De acordo com informações locais, a maioria dos jovens palestinos que vivem no campo de refugiados de Yamuk, perto da capital Damasco, simpatiza com o movimento revolucionário sírio.

Por outro lado, o presidente Bashar al Assad, embora controlasse as atividades políticas desses refugiados, sempre se mostrou favorável às reivindicações dos palestinos. Ele acusa os países do Ocidente, do Golfo e Israel de conspirar contra o seu governo.

No entanto, os palestinos afirmam serem tratados com brutalidade pelo regime sírio. O que se percebe é que não há unanimidade ou consenso em torno da crise. Tanto palestinos como sírios estão divididos em relação ao conflito e o seu desfecho.

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