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Lugo insiste em revisão do Tratado de Itaipu

Lugo insiste em revisão do Tratado de Itaipu

Lima (Peru) – O presidente eleito do Paraguai, Fernando Lugo, participou da V Cúpula América Latina-Caribe – União Européia (ALC-UE) e revelou que pretende promover uma reforma agrária integral a partir de 16 de agosto quando toma posse no cargo. A revisão do Tratado de Itaipu também está no topo de suas prioridades.

Nesta sexta-feira Lugo se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a quem disse que o Paraguai vai continuar brigando por uma revisão do acordo. Segundo ele, o acordo de 1975 deve ser atualizado e ao menos o preço da energia revendida ao Brasil terá de ser reajustado.

Lugo explicou que o Paraguai não vai abrir mão de cobrar um preço mais justo pela energia que revende ao Brasil. Garcia deverá reunir-se com integrantes do futuro governo paraguaio para negociar um encontro entre os dois presidentes quando o tema será tratado.

Em entrevista coletiva oferecida após o encontro, Fernando Lugo explicou que “nenhum país entrega seu bem natural a preço de custo. A Venezuela não vende petréleo a preço de custo, mas a preço de mercado. O Chile faz o mesmo com o cobre e a Bolívia com o gás. O Paraguai é um dos poucos países que entrega sua energia a preço de custo”.

Fernando Lugo deverá comparecer à Cúpula da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), que será realizada em Brasília em 23 de maio, quando pretende dar continuidade às discussões com o governo brasileiro sobre o tema.

Ele pretende fechar um acordo que possa ser anunciado até o dia em que será empossado. O assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia garantiu que o tema Itaipu não chegou a ser tratado na reunião.

Garcia enfatizou que o Brasil vai trabalhar para ajudar o Paraguai a partir do incremento da cooperação entre os dois países. Lula já havia dito que o Brasil não pretende rever o tratado enquanto o chanceler Celso Amorim abriu essa possibilidade logo após a eleição de Lugo.

Brasil e Paraguai também devem discutir a situação dos chamados “brasiguaios”, brasileiros que vivem do outro lado da fronteira. A maioria deles em situação ilegal.

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