Bolívia quer recompor relações com o Brasil
08/12/2009
Missão de Paz
09/12/2009

Lula acredita no ingresso da Venezuela ao Mercosul

Lula acredita no ingresso da Venezuela ao Mercosul

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta terça-feira em Montevidéu que o Senado brasileiro irá aprovar o Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul na sessão de 4ª feira, 9.

Lula pretendia chegar ao Uruguai para a Cúpula do bloco, com a aprovação do texto, mas o seu líder no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), aceitou um acordo com a oposição para deixar o assunto para esta semana.

Para que o protocolo seja aprovado são necessários 41 votos. A oposição conta com a falta de quorum para jogar o assunto para 2010.

Um dos principais articuladores da campanha oposicionista contra o ingresso venezuelano ao Mercosul é o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), aliado de Lula no Congresso.

Para Lula, “a adesão da Venezuela agrega escala e complementa o nosso bloco”.

Na avaliação do presidente, o Mercosul deve ser fortalecido para que tenha maior representatividade internacional.

“Temos todas as condições de ser um núcleo de integração e de desenvolvimento sustentável. Dispomos da maior reserva agrícola do mundo. Somos um dos principais pólos mundiais de produção de veículos. Somos também uma potência energética em expansão, com tecnologias avançadas na área das energias limpas e renováveis”, afirmou.

Lula defendeu o fim da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum e a superação das divergências conjunturais para que as assimetrias sejam atacadas de frente.

Para tanto, o Brasil quer aprimorar o Fundo de Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), a realização de eleições diretas para o Parlasul e a criação do Instituto Social do bloco.

Análise da Notícia

O ingresso da Venezuela ao Mercosul só não foi aprovada ainda pelo Senado porque o governo não conseguiu mobilizar sua base.

Com maioria na Casa, o governo dá sinais contraditórios dependendo do líder que negocia com a oposição.

Na semana passada, Aloizio Mercadante (PT-SP) saiu de uma reunião convencido que a votação ocorreria. À noite, já em plenário, foi surpreendido por outro acordo fechado por Romero Jucá (PMDB-RR) com a oposição.

O novo acordo previa a votação na 4ª feira, 9. A oposição prometeu não obstruir.

Com muitos parlamentares no exterior e vários cuidando de seus projetos pessoais nos estados, o desafio para o governo será colocar pelo menos 70 senadores em plenário para ter uma margem de segurança.

Na semana passada, Mercadante contabilizava pelo menos 49 votos favoráveis ao Protocolo.

A oposição tenta de todas as formas impor uma derrota política ao presidente Hugo Chávez e para isso conta com os “governistas lulistas Fernando Collor e José Sarney”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *