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Lula aposta em crise Estados Unidos – Israel

Lula aposta em crise Estados Unidos - Israel

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre atacou aqueles que, segundo ele, “torcem contra” o seu governo, mas na Cisjordânia, afirmou que o desentendimento entre Estados Unidos e Israel pode ser bom para a região.

 

Lula torce contra os aliados históricos acreditando no papel que o Brasil pode exercer na crise do Oriente Médio.

 

“O que parecia impossível aconteceu: os Estados Unidos tendo divergências com Israel. Quem sabe essa divergência era a coisa mágica que faltava para que se chegasse ao acordo”, afirmou o presidente em Ramallah, na Cisjordânia.

 

Ele não explicou como uma ruptura entre norte-americanos e israelenses pode ser benéfica para a paz na região.

 

As tensões entre os dois aumentaram com a decisão de Israel de construir 1,6 mil casas em Jerusalém Oriental, que os palestinos reivindicam como  a futura capital do Estado Palestino.

 

Para Hillary Clinton, a medida foi “um insulto”.

 

Ao lado do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, Lula também fez um apelo para que o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e o Fatah, do presidente palestino, se entendam.

 

Segundo ele, “a Palestina não realizará seu sonho se estiver desunida”.

 

O presidente condenou o bloqueio à Gaza e defendeu a derrubada do muro que separa Israel e Palestina.

 

Nações Unidas

 

Nesta quarta-feira, o comando da Autoridade Nacional Palestina defendeu o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para futuro secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em substituição ao sul-coreano Ban Ki-moon. Para o porta-voz da ANP, Mohamed Edwan, “Lula seria um ótimo secretário-geral da ONU, pois é um homem de paz e de diálogo e sabe negociar  de maneira inteligente e admirável”.

 

O assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, afirmou que o presidente da França, Nicolas Sarkozy já havia feito a mesma sugestão.

 

Análise da Notícia

 

O presidente Lula recebeu na Jordânia, o resultado da pesquisa CNT/Sensus que lhe confere o maior índice de popularidade da história.

 

Comemorou, é claro.

 

Mas, o fato de ser idolatrado no Brasil não significa que tenha cacife para ditar as regras lá fora.

 

Lula poderia almejar um cargo na ONU, mas para isso teria de falar a verdade sobre o que pensa.

 

E, claro, política e verdade não se misturam. É como água e óleo.

 

Apesar de concordar com certos absurdos, Lula teria de dizer a velhos amigos e companheiros que a democracia exige mudanças, alternância e ética.

 

Mas, como um presidente que abraça mensaleiros e que mesmo diante de imagens de políticos tungando dinheiro de propina, afirma que elas não falam por si, pode aspirar um posto como este?

 

Realmente o que pouco importa é se Lula fala um, dois ou meio idioma.

No mundo de hoje isso é irrelevante.

O que verdadeiramente importa é se Lula diz o que precisa ser dito.

Se ele ao menos tivesse feito uma opção pelo país no lugar dos canalhas que nos roubam há décadas, também pudéssemos defendê-lo nesta pretensão.

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