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Política Internacional

Lula culpa ricos por fragilidade da ONU

Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o enfraquecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) é resultado de uma estratégia deliberada dos países ricos para que a entidade não tenha representatividade.

Em discurso no encerramento da Cúpula América Latina e Caribe (CALC), realizada em Cancún, Lula afirmou que a ONU nas negociações de paz no Oriente Médio e no diálogo com o Irã.

Na avaliação do presidente, os membros do Conselho de Segurança, o órgão mais importante do sistema ONU, preferem uma entidade frágil como condição para descumprirem suas recomendações e resoluções.

De acordo com Lula, essa situação se reflete, por exemplo, na crise entre Argentina e Reino Unido que elevaram as tensões por conta da soberania das Ilhas Malvinas.

Qual é a explicação para a Organização das Nações Unidas não ter ainda tomado uma decisão e dizer que não é possível que a Argentina não seja dona das Malvinas? Será que é o fato de a Inglaterra participar como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e que eles podem tudo e os outros não podem nada?”, perguntou Lula.

O presidente também responsabilizou os ricos pelo fracasso da Cúpula do Clima de Copenhague, considerada desorganizada e pobre de espírito.

Segundo ele, “não é possível que os países ricos se proponham a dar uma quantia em dinheiro muito pequena e ajam como se estivessem prestando um favor. Nos últimos 200 anos foram eles que poluíram o planeta, então não é favor. É pagamento de dívida, é uma reparação que eles estão fazendo”.

Cuba

Nesta terça-feira, Lula embarca para Havana onde se encontra com Fidel e Raul Castro e anuncia a liberação de recursos para obras de infra-estrutura no país.

Ao final da Cúpula América Latina e Caribe, ele voltou a criticar os Estados Unidos pelo bloqueio imposto à ilha em 1962 e renovada no primeiro ano da administração Obama.

Para o presidente, o diálogo deve ser permanente entre Cuba e Estados Unidos para que a medida seja revogada.

Na quinta-feira, ele desembarca em Porto Príncipe para uma visita de pouco mais de 4h. De Cancún, Lula mandou um recado para a comunidade internacional.

Para ele, a reconstrução do Haiti deve ser pensada a longo prazo. “Senão daqui a pouco tá todo mundo governando o Haiti, menos o presidente eleito democraticamente”.

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