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24/05/2005
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24/05/2005

Nações Unidas

Lula defende reforma no Fórum Global sobre Reinvenção do Governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em Seul, primeira etapa da viagem à Coréia do Sul e Japão, onde encerrou o seminário “Brasil-Coréia: Oportunidades de Negócios”, e participou do VI Fórum Global sobre Reinvenção do Governo, evento organizado pela Organização das Nações Unidas [ONU].

Em seu discurso, Lula falou sobre democracia e desenvolvimento econômico e defendeu um maior intercâmbio entre o Brasil e os países asiáticos, a exemplo do que o Brasil tem feito em relação aos países sul-americanos, africanos e árabes. Lula aproveitou para defender a reforma da ONU, conforme as exigências da nova geografia mundial.

Ele também mandou um recado àqueles que apostam no fracasso do seu governo. “Constatamos em certos setores de nossos países, alguma dose de ceticismo em relação ao regime democrático. Essa descrença, que felizmente não é ampla nem profunda é, freqüentemente, reflexo direto da pobreza e do estado de exclusão social”, afirmou o presidente.

“Quando falo de uma nova geografia comercial e econômica não estou aludindo a uma abstração. Trata-se de oportunidades concretas que não havíamos explorado e que não são concorrentes com as excelentes relações que queremos manter e aprofundar com as nações desenvolvidas”, disse o presidente.

Lula lembrou dos esforços empreendidos pelo Brasil na constituição do G-20 com outros países em desenvolvimento, que lutam pela eliminação dos subsídios agrícolas, distorcem o comércio e privam os seus produtos de um acesso justo ao mercado internacional.

Sobre a pretensão brasileira de conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, o presidente foi taxativo: “Se é verdade que o mundo mudou nesses últimos 60 anos, é razoável propor que mudem as instituições que, de alguma maneira, asseguram a governança mundial. É o caso do Conselho de Segurança das Nações Unidas, cuja legitimidade e eficácia só serão completas quando os países em desenvolvimento estiveram devidamente representados, sobretudo entre os membros permanentes”.

Nesta quarta-feira, o presidente chega à Tóquio onde tratará da questão com o primeiro-ministro Junichiro Koizumi. O Japão também briga por um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, mas enfrenta forte resistência da China.

As divergências regionais podem acabar protelando as reformas que o Secretário-Geral Kofi Annan, gostaria de implementar na organização. O Brasil enfrenta resistência da Argentina e na África, Egito e Nigéria não reconhecem legitimidade numa possível candidatura sul-africana. A Índia também não conta com apoio regional, principalmente por conta das constantes crises com o Paquistão.

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