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Lição de democracia

29 de outubro de 2006
por: InfoRel
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 61 anos, foi reeleito neste domingo para um segundo mandato que vai até janeiro de 2011. Até à s 21h30 de domingo, ele havia obtido 60,7% dos votos, totalizando 57,9 milhões de votos, cerca de 20 milhões a mais que Geraldo Alckmin (PSDB).

Em sua declaração ao povo brasileiro, Lula afirmou que não há como vencer um projeto que melhorou a vida das pessoas e que colocou comida na mesa dos mais pobres.

Sobre o segundo mandato, garantiu que o paà­s vai melhorar e que o Brasil vai consolidar e fortalecer sua democracia. “Os partidos polà­ticos precisam se fortalecer”, disse ao informar que a Reforma Polà­tica a ser encaminhada ao Congresso será resultado de um consenso com os partidos.

Na sua avaliação, o trabalho conjunto com os governadores vai estimular o crescimento do paà­s, pois também promoverá o desenvolvimento dos estados. Deixou claro que os pobres continuam tendo a preferência do governo.

“Queremos transformar o Brasil num paà­s mais justo. As bases estão consolidadas e, portanto, não temos tempo a perder. É trabalhar, trabalhar e trabalhar”, afirmou.

Lula declarou que confia nos partidos que perderam as eleições e mandou um recado: “a eleição acabou. Não há mais adversário. O adversário é (sic) a exclusão social. Não tenho dúvida nenhum que teremos o apoio dos partidos polà­ticos”, explicou.

O presidente garantiu que vai chamar todos os partidos para conversar e discutir os rumos do Brasil e sinalizou com mais distribuição de renda.

Apesar das tensões dos últimos dias, Lula confirmou nas urnas o que era apontado nas pesquisas. Nesta segunda-feira, ele chega à  Brasà­lia onde pretende começar a costurar as negociações para a montagem do novo ministério. Especula-se que Lula não vai esperar pelo dia 1º de janeiro para anunciar a equipe.

Os ministros Tarso Genro e Dilma Roussef ditarão o ritmo da próxima gestão. Lula não deve aproveitar os petistas derrotados nas urnas e estuda promover um afrouxamento da polà­tica econômica, barateando o crédito e estimulando o crédito. De acordo com a ministra da Casa Civil, o paà­s pode crescer 5% já em 2007.

Oposição

O presidente Lula também já pediu trégua aos partidos de oposição para que tenha condições de governar. Ele enfrenta uma crise polà­tica que já dura quase dois anos e espera que os partidos oposicionistas saibam reconhecer a derrota.

Lula aposta numa aproximação com o governador mineiro Aécio Neves que também defende um entendimento suprapartidário em benefà­cio do paà­s. Aécio pode ser o nome de Lula para 2010.

O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, pretende conversar com os principais là­deres do PSDB e PFL para que uma agenda positiva seja viabilizada no Congresso, já a partir de janeiro.

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