Comércio Exterior
31/03/2006
América do Sul
31/03/2006

Comércio Exterior

Lula exorta brasileiros para que sejam empresários multinacionais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do encerramento do Fórum Brasil-Itália, que recebeu cerca de 200 empresários italianos e centenas de brasileiros.

O evento foi promovido em conjunto pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo [Fiesp] e pela Confederação da Indústria Italiana [Confindústria], com o objetivo aproximar empresários italianos e brasileiros, para aumentar o volume de negócios entre os dois países.

Segundo dados do governo brasileiro, a Itália, com uma população de 58,1 milhões de habitantes e uma renda per capita de US$ 29.014 [20ª maior do mundo], é a sexta maior economia mundial e a quarta da União Européia, com um Produto Interno Bruto [PIB] de US$ 1,68 trilhão em 2004.

O ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou que, de 2003 a 2005, a taxa média anual de crescimento das exportações para aquele país foi de 21,1%, enquanto as importações cresceram, em média, 9%.

Em 2004, o Brasil ocupava o 32º lugar no mercado fornecedor da Itália, representando pífios 0,8% das importações italianas. Já a compra de produtos italianos representava apenas 0,6% do total de importações do Brasil.

Dados do ministério mostram que em 2005, as exportações atingiram o montante de US$ 3,2 bilhões, registrando um aumento de 46% em relação a 2003. As importações brasileiras cresceram 31,4%, atingindo US$ 2,2 bilhões.

Nos últimos três anos, o saldo comercial registrou superávits crescentes de US$ 476 milhões [2003], US$ 855 milhões [2004] e US$ 948 milhões [2005].

Nos dois primeiros meses de 2006, a Itália ocupou a 9ª posição nas exportações brasileiras, somando US$ 553 milhões, com crescimento de 15,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

As importações mantiveram o mesmo patamar do primeiro bimestre de 2005, com um pequeno acréscimo de 1,1%, registrando US$ 342 milhões em compras.

Os produtos básicos e industrializados comandaram as exportações para a Itália em 2005, com 46% e 53,8%, respectivamente. O mesmo ocorreu em relação às importações. O Brasil adquiriu da Itália produtos industrializados [99,1%], sobretudo os manufaturados [96,9%].

Essa tendência se manteve no primeiro bimestre de 2006, quando o país exportou 41,9% de produtos básicos e 57,9% de industrializados. Já a pauta de importações constituiu-se de 98,7% de produtos industrializados e 1,3% de produtos básicos.

No segmento de industrializados, os manufaturados tiveram novamente destaque, com participação de 95,3% do total de compras.

Lula afirmou que já está na hora de os empresários italianos “aportarem definitivamente” no Brasil.

Segundo ele, ”o país vive um momento auspicioso. Obviamente, ainda temos muitas deficiências, mas em poucos momentos da História tivemos uma posição tão sólida como hoje”.

Para o presidente, é importante que os dois países trabalhem numa perspectiva de longo prazo, para que as empresas brasileiras e italianas possam crescer juntas. ”Se somarmos o potencial do nosso PIB, teremos forças para negociar em qualquer rodada internacional”, acrescentou.

Já o presidente da Confindústria, Luca di Montezemolo, os pequenos empresários poderão ser beneficiados com parceria nos setores de infra-estrutura, agroindústria, eletrônica, nano e biotecnologia, moda, design e turismo.

Ele afirmou que há interesse dos italianos em portos, auto-estradas e transporte de mercadorias e passageiros. Ele afirmou que o Brasil oferece boas oportunidades de negócios, mas precisa investir no crescimento do mercado doméstico.

A Fiesp informou que as embaixadas dos dois países devem fechar acordo que vai oferecer visto permanente de cidadania aos empresários italianos que investirem mais de US$ 50 mil no mercado brasileiro.

Outro acordo anunciado, é o fim da retenção de 15% dos recursos aplicados no Brasil por conta do risco de se investir no país por parte do banco estadual italiano. ”Conseguimos reduzir esta taxa a zero graças ao rumo que a economia brasileira vem seguindo”, explicou.

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