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Crise Energética

09 de maio de 2007 - 20:31:00
por: InfoRel
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou na tarde desta quarta-feira, que a Petrobras aceite os US$ 112 milhões oferecidos pela Bolà­via pelas refinarias de Cochabamba e Santa Cruz de la Sierra. A empresa iria aguardar até quinta por uma contra-proposta boliviana.

A Petrobras queria pelo menos US$ 120 milhões pelas unidades adquiridas em 1999. Do total de US$ 120 milhões pedidos pela Petrobras à  estatal YPFB, US$ 80 milhões seriam pelos ativos e os US$ 40 milhões restantes, pelos estoques da empresa naquele paà­s.

Evo Morales estaria disposto a melhorar a proposta boliviana de US$ 70 milhões para US$ 110 milhões, mas poderia fechar em US$ 112 milhões, valor aceito por Lula.

Para o governo brasileiro, levar o impasse à s cortes arbitrais significaria fragilizar ainda mais o governo de Morales e aumentar a instabilidade polà­tica na Bolà­via. Além disso, o Brasil ainda estaria negociando garantias para que o abastecimento de gás seja mantido enquanto o paà­s não tem outras opções.

O presidente da Petrobras na Bolà­via, José Fernando de Freitas, está à  frente das negociações com o governo boliviano e nesta tarde, esteve reunido com o ministro dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, mas não conseguiu um acordo para pôr fim à  crise.

Lula avaliou que o Brasil poderia ser responsabilizado por uma crise polà­tica na Bolà­via. Já o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeou, afirmou que o Brasil tem um plano de contingência para suprir a necessidade de gás natural do Brasil.