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09/12/2005

Modernização

Lula não garante reaparelhamento e modernização das Forças Armadas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu, nesta quinta-feira, o importante papel desempenhado pelas Forças Armadas, não apenas quanto a proteção da soberania nacional, mas também na atuação junto à sociedade, especialmente às comunidades mais pobres e longínquas do país.

Dois dias após ser aprovado o reajuste dos militares e o abono da categoria, Lula não assegurou que haverá recursos para o reaparelhamento e a modernização das forças.

Em seu pronunciamento, o presidente afirmou que vê as Forças Armadas como uma instituição democrática, coesa e devotada ao seu papel constitucional de garantia da defesa da pátria.

“Uma instituição que desempenha com afinco suas missões cotidianas de preparo e adestramento nas escolas, nos quartéis e navios, formando jovens profissionais e reservistas, realizando ações cívico-sociais e atividades inovadoras de desenvolvimento da tecnologia nacional”, afirmou.

Segundo Lula, merecem destaque às ações das Forças Armadas no Nordeste e na Amazônia, como a participação na construção de estradas e açudes, na distribuição de alimentos e água, na contribuição dada às campanhas de vacinação e no atendimento médico-odontológico.

“Esses serviços, realizados por meio dos pelotões de fronteira, dos navios de assistência hospitalar e do transporte aéreo, muitas vezes são as únicas referências da presença do Estado brasileiro nas regiões mais longínquas do nosso país”, reconheceu o presidente.

Quanto aos programas de reaparelhamento e modernização das forças, Lula deixou claro que isso só vai acontecer se a economia crescer.

“O Brasil precisa, dispor cada vez mais de Forças Armadas compatíveis com a sua estatura política e econômica, equipadas e adestradas para defender os interesses nacionais e garantir a soberania e a integridade territorial. Os senhores bem sabem o quanto demanda em termos de investimentos o reaparelhamento e a modernização dos meios de defesa nos níveis adequados. Temos de confiar que teremos condições de resolver esses e outros problemas na medida em que avancemos nesse novo ciclo de desenvolvimento em que o país ingressou”.

Por outro lado, o relator-geral do Orçamento de 2006, deputado Carlito Merss do PT de Santa Catarina, não garantiu que acolherá as emendas aprovadas pelas Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, no valor de R$ 1,2 bilhão, para atender as três forças e o Programa Espacial Brasileiro.

Ele afirmou que a prioridade é assegurar recursos para o salário mínimo de R$ 340 e para atender aos aposentados, deixando no ar que recursos para as Forças Armadas não é prioridade para 2006.

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