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11/02/2006
Biocombustível
11/02/2006

África do Sul

Lula participa da Cúpula da Governança Progressista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa neste sábado e domingo, na África do Sul, última etapa de sua viagem à África, da Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Governança Progressista. Ele atende convite feito pelo presidente sul-africano Thabo Mbeki.

É a primeira vez que a Cúpula é realizada em um país em desenvolvimento. Segundo nota do Palácio do Planalto, “a rodada de discussões na África do Sul enfatiza a importância de maior coordenação entre países e suas políticas nacionais, com vistas ao fortalecimento dos mecanismos multilaterais necessários à conformação de uma verdadeira governança global”.

Uma das sessões da Cúpula é dedicada à relação entre proteção ambiental e segurança energética, quando o presidente Lula fará uma exposição sobre as conquistas do Brasil em matéria de fontes renováveis de energia, sobretudo quanto aos programas do pró-alcool e biodiesel.

Lula vai reiterar a disposição do Brasil em colaborar de forma efetiva para difundir essas bem-sucedidas tecnologias, graças às quais a participação da biomassa na matriz energética brasileira é hoje de 29%, superior aos 11% da média do resto do mundo. Recentemente, o presidente norte-americano George W. Bush elogiou o programa de biodiesel do Brasil.

Lula também vai abordar a conclusão da Rodada de Doha, com o objetivo de mobilizar os líderes presentes em torno da proposta de convocação de uma reunião dos membros do G-8 com representantes do G-20, liderados pelo Brasil.

O governo brasileiro trabalha para que sejam superados os impasses que ameaçam adiar indefinidamente a eliminação do protecionismo dos países ricos contra os produtores agrícolas dos países em desenvolvimento.

A Governança Progressista foi criada com o objetivo de propor e discutir alternativas às frustradas propostas neo-liberais de desenvolvimento surgidas nos anos 90.

De acordo com o Planalto, “a Governança congrega líderes mundiais que buscam reafirmar a centralidade do Estado como indutor do desenvolvimento e de políticas públicas voltadas para a promoção dos direitos sociais fundamentais e do bem-estar coletivo, e que entendem que o desenvolvimento econômico e o bem-estar coletivo não podem caber apenas às forças de mercado”.

Dentro desse contexto, temas como o desemprego, a pobreza, a migração, e os desequilíbrios demográficos e ambientais requerem respostas economicamente consistentes, e, socialmente responsáveis.

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