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Lula prestigia Foro de São Paulo que comemora os 5

Lula prestigia Foro de São Paulo que comemora os 50 anos da Frente Sandinista

Em 2012, Caracas receberá a 18ª edição do Foro de São Paulo, mecanismo criado em 1990 e que aglutina partidos e organizações de esquerda da América Latina.

A decisão foi adotada neste final de semana em Manágua onde se realizou a 17ª edição do encontro em comemoração aos 50 anos da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN).

O Foro de São Paulo reuniu 640 delegados de 48 partidos de 21 países da América Latina e 33 convidados de 29 partidos de 15 países da África, Europa e Ásia.

Na oportunidade, foi aprovada uma Declaração Final (íntegra no InfoRel em Espanhol) sobre a crise na Líbia, a situação em Honduras e o tema do próximo encontro: “O desafio da integração política e econômica dos povos da América Latina”.

Participaram do evento o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, o ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya, o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, a prêmio Nobel da Paz, Rigoberta Menchú, o presidente da Assembléia Nacional de Cuba, Ricardo Alarcón e o chanceler venezuelano Nicolás Maduro.

Agenda

Entre os dias 18 e 20 de maio, militantes de partidos e organizações de esquerda reunidos em Manágua discutiram vários temas da agenda internacional com especial atenção para as demandas regionais e as críticas ao intervencionismo norte-americano na região.

Além disso, não faltaram ataques à atuação da OTAN na Líbia.

De acordo com Valter Pomar, Secretário de Relações Internacionais do PT e Secretário-Executivo do Foro de São Paulo, o encontro de Manágua foi um dos mais representativos já realizados.

Na sua avaliação, a participação de Lula conferiu ainda mais importância ao evento uma vez que o ex-presidente é um dos fundadores do Foro.

Segundo ele, “foi uma manifestação de apoio ao Foro de São Paulo e, com todos os cuidados diplomáticos que se deve adotar nestes casos, foi também um apoio de fato às candidaturas de Daniel Ortega e de Ollanta Humala, que esperamos saia vitorioso da eleição presidencial peruana, no próximo 5 de junho”.

Pomar acredita que as eleições peruanas jogam um papel decisivo no curso dos acontecimentos futuros na América Latina.

Mundo árabe

Valter Pomar explicou que, na avaliação do Foro, as rebeliões populares no mundo árabe são positivas.

“O grande problema do Oriente Médio está na aliança entre ingerência externa e governos conservadores. O melhor exemplo disto era a relação existente entre EUA-Egito-Israel. A queda do governo Mubarak gerou uma nova situação, tanto interna quanto externa, favorecendo a aliança entre Hamas e Fatah, criando assim melhores condições para o povo palestino lutar por seus direitos. A partir desta avaliação no geral positiva, o Foro lembrou do outro lado da medalha: o imperialismo não assiste passivo à queda dos seus aliados. A ingerência da OTAN no conflito líbio é o melhor exemplo disto”, enfatizou.

Colômbia

A Declaração Final do encontro reconhece apenas o Polo Democrático Alternativo como partido de esquerda na Colômbia e defende uma saída negociada para o conflito interno do país.

Para Valter Pomar, “a novidade é que o atual governo colombiano está alterando sua retórica, abandonando a linguagem de Uribe. Devagarzinho, o atual presidente Santos está reconhecendo que não se trata nem de terrorismo, nem de crime organizado, mas sim de uma guerrilha. Esta mudança de retórica tem várias causas, entre elas a normalização nas relações com a Venezuela e a percepção, por parte de setores do grande capital colombiano, de que talvez seja melhor participar da integração sul-americana, do que ser o Israel da América Latina”.

No dia 4 de julho, o Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo se reúne em Caracas, na véspera da Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).

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