Brasília, 18 de novembro de 2018 - 11h26

Conselho de Segurança

06 de junho de 2005
por: InfoRel
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O assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, informou que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hu Jintao, terão encontro em julho na Escócia, por ocasião da reunião do G-8.

Segundo ele, Lula vai tentar confirmar o apoio chinês a pretensão brasileira de obter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Também será em julho que os 191 paà­ses que integram o sistema das Nações Unidas votaram o projeto apresentando pelo Brasil, Japão, Alemanha e àndia. De acordo com Marco Aurélio Garcia, os ânimos estariam alterados por conta da proximidade dessa decisão.

Ele acredita que o veto chinês a ampliação do Conselho de Segurança não seja um recado ao Brasil, apesar dos problemas comerciais que os dois paà­ses enfrentam, com a troca de acusações e ameaças de retaliação. Por precaução, é melhor não inflamar os discursos.

A China que é um dos cinco paà­ses com poder de veto na ONU, considera ‘muito perigoso’ ampliar o Conselho de Segurança. O embaixador chinês na organização já avisou que se a proposta for aprovada por dois terços dos membros, usará seu poder para vetar a iniciativa.

Dos cinco paà­ses que possuem poder de veto no Conselho, a China conta com o apoio da Rússia que também não quer a ampliação do Conselho. A China não quer ver o Japão, candidato natural por ser potência, sentando na mesma mesa.

A Rússia ainda não sabe como vai se posicionar, mas já defende uma reforma que deixe o Conselho mais compacto.

Segundo o Itamaraty, a China acabará isolada se mantiver sua posição de veto, pois a reforma da ONU com ampliação do Conselho encontra amplo apoio internacional. Pela proposta, o Conselho seria ampliado de cinco para 11 membros permanentes e mais nove não-permanentes.

A China está mais inclinada a apoiar o projeto apresentado por Itália, México e Paquistão, que querem ampliar o Conselho de Segurança para 25 membros não-permanentes.

Há um ano, Lula e Hu Jintao firmaram um comunicado conjunto onde defendiam a reforma do Conselho e da organização. Em troca, o Brasil reconheceu a China como uma economia de mercado e seu ingresso na Organização Mundial do Comércio [OMC].

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