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05/07/2005
Diplomacia
05/07/2005

Minustah

Lula vai tentar apoio do G-8 para o Haiti

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará da Cúpula do G-8 em Gleneagles, na Escócia, onde permanecerá somente 12 horas. Ele pretende concluir a reforma ministerial antes do final de semana. No encontro, serão discutidas fórmulas para ajudar os países africanos, com um aporte que poderá chegar a US$ 50 bilhões.

Lula vai pedir o apoio do grupo para que o Haiti seja incluído entre as nações beneficiadas. O país está entre os mais pobres do mundo e poderá ter sua dívida perdoada. O G-8 prevê o perdão das dívidas dos 18 países mais pobres do mundo.

Por trás dessa iniciativa, o presidente brasileiro quer assegurar o êxito da missão brasileira no país. A Minustah foi prorrogada até fevereiro de 2006 e o comando brasileiro da missão vem sendo questionado há vários meses.

O general Heleno Augusto Ribeiro, que comanda a Minustah, já colocou o cargo à disposição. O contrato que tem com a Organização das Nações Unidas [ONU] venceu em maio. O Brasil acredita que os Estados Unidos estejam manobrando nos bastidores para retirar o comando da missão do general brasileiro.

Apesar de abatido e preocupado com a crise política interna, o presidente Lula quer aproveitar a viagem para sensibilizar o colega chinês Hu Jintao quanto a proposta de ampliação do Conselho de Segurança da ONU, que o Brasil defende juntamente com Alemanha, Índia e Japão, o grande entrave para os chineses.

Além do Brasil e da China, foram convidados para esta reunião, os presidentes do México, Índia e África do Sul. O encontro vai até sexta-feira e as perspectivas com relação ao Haiti são desanimadoras. O próprio Lula vai para marcar uma posição, mas não acredita em êxito.

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