Brasília, 14 de novembro de 2018 - 05h54

Cúpula das Américas

09 de abril de 2015
por: InfoRel
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Marcelo Rech, especial da Cidade do Panamá



O presidente venezuelano Nicolás Maduro chega ao Panamá para a sétima Cúpula das Américas, nesta sexta-feira, 10, mas até lá, mantém uma espécie de périplo telefônico angariando apoio em sua “cruzada” contra os Estados Unidos. Nesta quarta-feira, 8, ele conversou com a presidente Dilma Rousseff. De acordo com o Planalto, o teor da conversa foi outro.



Em nota, o governo informa que no diálogo com Maduro, foram tratados temas relacionados à situação política venezuelana e à Cúpula das Américas, no próximo fim de semana no Panamá. “A presidenta reiterou a disposição do Brasil de continuar solidariamente desenvolvendo iniciativas que permitam fortalecer o diálogo entre o governo e as oposições venezuelanas nos marcos do Estado Democrático de Direito daquele país”, diz o texto.



Ainda segundo o governo brasileiro, a presidente ouviu de seu interlocutor “a disposição de promover uma redução das tensões com os Estados Unidos em base ao respeito mútuo à soberania nacional dos dois países. A presidenta saudou a iniciativa de Maduro e colocou-se à disposição para contribuir nessa direção”.



Por outro lado, Caracas trabalha com o objetivo de conseguir incluir na Declaração do Panamá, três parágrafos condenando os Estados Unidos. Maduro busca uma vitória diplomática contra Barack Obama e pretende retornar do evento com um “troféu”.



De acordo com uma das últimas versões do documento, a Venezuela quer introduzir em seu preâmbulo, a rejeição à imposição de medidas unilaterais coercitivas que interferem nos assuntos internos dos países, uma referência direta ao Decreto Executivo assinado por Obama em 9 de março sancionando a sete funcionários venezuelanos por supostas violações dos direitos humanos e atos de corrupção massiva.



Além de perderem os vistos para os Estados Unidos, os sete terão seus fundos bancários congelados. Para Maduro, trata-se de uma agressão contra a Venezuela. Para Washington, a medida não atinge a população do país e está limitada a sete funcionários do governo.



No entanto, para Maduro, a introdução do tema no documento final mesmo sem menção aos Estados Unidos já seria suficiente.



A Nicarágua tem sido o principal aliado da Venezuela. Em conjunto com Daniel Ortega, Maduro quer ainda que a Cúpula dos Povos seja parte da Cúpula das Américas. Trata-se de um movimento radical de esquerda financiado por Caracas e cuja bandeira principal é justamente o discurso antiamericano.



Além disso, Maduro e Ortega pretendem que um representante do movimento independentista de Porto Rico participe das reuniões dos Chefes de Estado e de Governo.



Em janeiro, na Cúpula da CELAC, na Costa Rica, Ortega introduziu em sua comitiva um porta-voz do movimento e pressionou para que ele participasse das reuniões com os presidentes. A manobra não foi aceita e a Cúpula terminou mais cedo.



Por incrível que pareça, Raul Castro pode ser o fiel da balança. Preocupado com a perda do protagonismo por conta da histórica retomada das relações com Washington, ele seria a pessoa mais indicada a demover Maduro de suas pretensões e a buscar a conciliação.



Estados Unidos



Na mesma manhã de quarta-feira, 8, Dilma Rousseff conversou também com o vice-presidente norte-americano Joe Biden. Com ele, foram discutidas questões relacionadas à próxima visita que a presidenta fará aos Estados Unidos em data a ser definida.



A conversa serviu ainda para confirmar o encontro dela com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no Panamá, quando serão detalhados outros aspectos da visita, incluindo data e agenda.


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