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Política

26 de outubro de 2016
por: InfoRel

Brasília - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou o Conselho de Defesa e afirmou, nesta terça-feira, 25, que não haverá um golpe de Estado parlamentar no país. A afirmação foi uma resposta à Assembleia Nacional que decidiu abrir um processo contra ele depois que o referendo revocatório do seu mandato foi cancelado.



Discursando para uma multidão de militantes chavistas, Maduro endureceu o tom e disse que “não vamos permitir um golpe parlamentar na Venezuela”. As Forças Armadas, em uma demonstração de unidade, expressaram que Maduro não comenteu crime algum e não há razões para destitui-lo.



O governo convocou para esta quarta-feira, 26, uma reunião para tratar da situação política do país. Enquanto isso, manifestantes chavistas pediam para Maduro dissolver a Assembleia Nacional e gritavam que “a Venezuela não é o Brasil”, numa referência ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.



Em seu pronunciamento, Nicolás Maduro disse que “a Assembleia Nacional está se transformando em um espaço de maldade e de amargura e nem Obama, nem a direita e nenhum império poderão com a força do povo chavista bolivariano”.



Além de ser responsabilizado pelo cancelamento do referendo revocatório, Maduro é acusado de romper a ordem constitucional e abandonar as suas funções. Com a decisão, o presidente terá de comparecer à sessão da próxima terça-feira, 1º. No entanto, ele não irá uma vez que considera o legislativo ilegítimo.



Forças Armadas



Nesta terça-feira, 25, a cúpula militar da Venezuela expressou sua “incondicional lealdade” ao presidente Nicolás Maduro e rechaçou de forma veemente as declarações de que o líder chavista teria provocado uma ruptura da ordem constitucional.



Acompanhado dos principais comandantes, o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López, emitiu uma declaração na qual afirma que Maduro “não é uma parcialidade política, mas o presidente constitucional e comandante em chefe da Força Armada Nacional Bolivariana, quem exerce a máxima autoridade hierárquica e a quem reiteramos nossa incondicional lealdade”.



Segundo ele, o “verdadeiro propósito da oposição não é outro que afetar gravemente a institucionalidade mediante o caos e a anarquia para finalmente derrocar o governo legitimamente estabelecido”.


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