Brasília, 19 de novembro de 2018 - 06h23

Política

05 de dezembro de 2016
por: InfoRel
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Brasília - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu uma reunião no Uruguai nesta semana para tentar reverter a suspensão do país do MERCOSUL, anunciada na última sexta-feira, 2. Ele considerou arbitrária a decisão enquanto Tabaré Vázquez afirma que a mesma não é irreversível.



Maduro disse ainda que espera a convocação de uma cúpula do bloco para poder defender a Venezuela. De acordo com ele, “a Venezuela foi julgada culpada e suspensa sem direito de defender-se”. Além disso, garantiu que o seu governo acionará todas as instâncias internacionais possíveis para anular a decisão adotada pelos países fundadores do MERCOSUL.



Com a medida, a Venezuela perde o direito de voto no bloco até que incorpore todo o acervo normativo do MERCOSUL. O país teve quatro anos para fazê-lo. No total, são mais de 300 normas que que não foram internalizadas descumprindo com as regras previstas no tratado que criou o mecanismo.



Nicolás Maduro também afirmou que a decisão representa um “golpe de Estado aplicado pela Tríplice Aliança conformada por Argentina, Brasil e Paraguai que convenceram o Uruguai com base em mentiras”.



Enquanto isso, em Montevidéu, o presidente uruguaio Tabaré Vázquez confirmou que deve reunir-se com Maduro e que “em política e nas relações entre os países, nada é irreversível”.



Aliado de Caracas, Vázquez destacou que “fundamentos jurídicos e diálogo” podem reverter a situação. Em setembro, os países fundadores do MERCOSUL deram um prazo que expirou em 1º de dezembro, para que a Venezuela cumprisse com todas as normas do MERCOSUL.



Na sexta-feira, 2, a chancelaria venezuelana foi notificada da implementação da decisão, mas ignorou o comunicado e partiu para o ataque contra Argentina, Brasil e Paraguai. No dia 14, os países fundadores do MERCOSUL se reúnem em Buenos Aires para transmitir a presidência pro tempore do bloco à Argentina.


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