Força Aérea
03/06/2005
Américas
04/06/2005

Mercosul

Mais força na relação de Brasil e Israel

O governo brasileiro irá apoiar as negociações para criar um acordo de livre-comércio entre Mercosul e Israel. A declaração foi proferida pelo chanceler Celso Amorim, ao participar, na semana passada, em Jeruralém, de encontro com o vice-primeiro ministro e ministro da indústria de Israel, Ehud Olmert.

Amorim visitou Israel durante três dias como forma de dissipar as nuvens negras que pairavam sob as relações bilaterais. Seus encontro com o premiê Ariel Sharon chegou a ser cancelado, mas acabou acontecendo.

O Brasil era único membro do bloco do Cone Sul que ainda não havia se posicionado positivamente a respeito. Agora, espera-se que na próxima reunião do Mercosul, o Paraguai, atual presidente do Mercado Comum, anuncie oficialmente a decisão de abertura das negociações.

A Fiesp já havia manifestado seu apoio às discussões para o acordo de livre-comércio, quando recebeu, em março deste ano, o vice-primeiro ministro, Olmert. Na viagem de Amorim, o diretor financeiro da Fiesp, Fernando Greiber, e o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior [Derex], Carlos Cavalcanti, fizeram parte da delegação empresarial brasileira.

Enquanto o acordo não é selado, os próprios empresários movimentam-se. Também na semana passada, em Tel-Aviv, a Fiesp assinou um memorando de entendimento com a Associação Manufatureira de Israel, visando facilitar a expansão do comércio e investimentos entre os dois países. Em 2004, o fluxo de comércio entre Brasil e Israel atingiu um volume de cerca de US$ 700 milhões.

No documento, assinado pelo diretor financeiro da Fiesp e presidente da MAI, Shraga Brosh, as duas entidades “se elegem o principal canal e parceiro do setor privado de seus respectivos países”. Comprometem-se ainda, dentre outros aspectos, em buscar um diálogo permanente para estimular o comércio bilateral; encorajar o intercâmbio de missões comerciais; estabelecer um canal para a discussão sobre questões de facilitação de comércio exterior, barreiras técnicas e medidas sanitárias e fitossanitárias; incrementar as possíveis cooperações tecnológicas e o intercâmbio das informações em P&D; cooperar nos programas de educação e treinamento para o desenvolvimento de recursos humanos.

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