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Ministério da Defesa

Marcelo Crivella, da Igreja Universal, cotado para assumir o MD

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva espera o arrefecimento da crise aérea para trocar o ministro da Defesa. Depois de convidar o ex-ministro e ex-presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Lula cogitou o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Nelson Jobim, que não se animou com a possibilidade.

A demissão do ministro da Defesa, Waldir Pires, está decidida, mas o presidente luta para preservar o antigo companheiro, em baixa com os militares. Pires começou a perder força quando decidiu receber os representantes dos controladores de vôo em pleno caos do tráfego aéreo.

Nos últimos dois dias, Waldir Pires e o Comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Juniti Saito, divergiram publicamente na Câmara e no Senado quanto às causas da crise. Enquanto Pires reconhecia a falta de pessoal e o sucateamento dos equipamentos de segurança de vôo, Saito afirmava que o Brasil possui uma infra-estrutura moderna de controle do tráfego aéreo.

Para o lugar de Waldir Pires, Lula deverá empossar o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), bispo da Igreja Universal e aliado do vice-presidente José Alencar. O senador disputou o governo do Rio de Janeiro no ano passado, mas não chegou ao segundo turno e apoiou o governador eleito, Sérgio Cabral.

Para o lugar de Crivella no Senado, assumirá o irmão do fundador da Universal, Bispo Edir Macedo, Eraldo Macedo.

Marcelo Crivella é o autor da proposta que resultou na CPI da Emigração Ilegal e negociou junto com o atual ministro das Comunicações, Hélio Costa, a repatriação de brasileiros ilegais que estavam presos nos Estados Unidos.

Também é do senador a proposta de emenda constitucional que fixa em 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), pelo prazo de dez anos, o orçamento das Forças Armadas. A PEC foi apresentada em 2004 e recebeu parecer pela rejeição em 2005. No início do ano, a proposta foi reapresentada e está na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

De acordo com Crivella, “a sistemática redução dos investimentos teve como conseqüência o enfraquecimento e o desaparelhamento da estrutura de defesa nacional, colocando as nossas Forças Armadas na atual situação de generalizado sucateamento dos meios militares e de estagnação da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico. Trata-se de uma situação inadmissível, em vista da importância dessa área para a afirmação da soberania nacional, com reflexos diretos nas relações e nas negociações internacionais, em cujo âmbito o país vem empreendendo esforços para assumir funções compatíveis com a sua importância geopolítica”.

Marcelo Crivella lembrou que a Organização das Nações Unida (ONU) considera razoável que, em tempo de paz, os países membros gastem até 5% do PIB com suas Forças Armadas. Atualmente, o percentual de gastos do Brasil giram em torno de 1,7% do PIB.

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