Brasília, 13 de dezembro de 2018 - 21h53

Amazônia Azul

22 de janeiro de 2014
por: InfoRel
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Brasília - A Diretoria de Gestão de Programas Estratégicos da Marinha lançou, na última sexta-feira, 17, durante seminário na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro, o Programa do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz). O evento apresentou o projeto a empresas e consórcios interessados em participar do processo de seleção e os prazos para a sua implantação.



A Marinha informou que atendendo às orientações da Estratégia Nacional de Defesa (END), o SisGAAz foi concebido para garantir que a riqueza existente nos mares do Brasil seja devidamente protegida.



Dessa forma, o projeto tem por objetivo, monitorar a chamada Amazônia Azul, um espaço corresponde a 4,5 milhões de quilômetros quadrados, que se estende até 350 milhas náuticas (648 km) da sua costa, e 200 milhas náuticas em torno de suas ilhas oceânicas, representando o equivalente a cerca de metade da área territorial do país.



O diretor da DGePEM, almirante Antonio Carlos Frade Carneiro, explicou que "o SisGAAz contribuirá para a elaboração e execução das operações e também possibilitará uma melhor observação da área conhecida como Amazônia Azul, orientando tomadas de decisões que permitirão executar as ações necessárias para cada cenário observado".



Ele informou ainda que as empresas e consórcios que poderão participar do processo de seleção devem apresentar as propostas até julho deste ano. Uma comissão designada pela Marinha avaliará os documentos.



Em nota, a Marinha explica que "Em virtude das características de Defesa Nacional e Alta Tecnologia do sistema, tal contratação será apoiada pelos conceitos da Lei 8666/1993 e pelo estabelecido na Lei 12.598/2012, que regula a forma como o Estado pode adquirir produtos das Empresas Estratégicas de Defesa (EED), de modo a promover a Indústria Nacional do setor. O Programa visa ainda fortalecer a indústria brasileira de defesa e colaborar com a soberania nacional. No caso dos equipamentos não poderem ser fabricados no Brasil, haverá a transferência de tecnologia para a indústria nacional".



"Nosso objetivo é priorizar o conteúdo nacional, valorizar nossa indústria e nosso conhecimento. É claro que para um projeto dessa dimensão e complexidade não teremos toda a tecnologia e equipamentos. Portanto, toda empresa estrangeira que for participar deverá ter o compromisso de transferir tecnologia. O SisGAAz trabalhará da construção civil até tecnologia de ponta", explicou Antonio Carlos Frade.



A Marinha destacou ainda que o SisGAAz pertence à classe de Sistema de Sistemas (SdS), sendo composto por um conjunto de processos integrados para coletar, compartilhar, analisar, apresentar informações operacionais e disponibilizar funcionalidades para auxílio à tomada de decisão.



Quando totalmente implantado, o SisGAAz permitirá a simulação e a realização de treinamentos, visando aprimorar continuamente a capacitação do pessoal e conta com característica dual, servindo tanto para fins militares quanto para civis.



Em seu emprego civil, apoiará as ações contra ilícitos cometidos no mar e nos rios, a prevenção e contenção de danos ambientais e a atuação em apoio à população nas situações de desastres naturais.



Segundo Frade, "o SisGAAz será a ferramenta com a qual o Estado Brasileiro vai empregar seu Poder Naval para vigiar, proteger, preservar e, caso necessário, defender a Amazônia Azul". O sistema será implementado em quatro módulos sequenciais, sendo completado em dez anos



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