Brasília, 15 de novembro de 2018 - 13h48

Reaparelhamento

01 de novembro de 2009
por: InfoRel
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Na última segunda-feira, 26, o Comandante da Marinha, Almirante Júlio Soares de Moura Neto, participou de seminário na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde apresentou os principais pontos do programa de reaparelhamento da força.

A Marinha pretende envolver a indústria brasileira neste processo. Pelo menos 150 empresários de 18 setores participarem do encontro.

De acordo com Moura Neto, o plano de aquisições da Marinha prevê a compra de equipamentos até 2050, o que é corroborado com as linhas principais da Estratégia Nacional de Defesa.

Parte desse processo, a compra de cinco submarinos, quatro convencionais e um à propulsão nuclear, já foi até mesmo aprovada pelo Congresso brasileiro.

O acordo com a França assegura que os submarinos sejam construídos no Brasil com transferência de tecnologia. A Marinha quer a indústria nacional atuando forte no projeto.

Ele informou que o ministério da Defesa avalia neste momento quais as demais prioridades para a força que terá um orçamento de R$ 4,3 bilhões em 2010.

O objetivo é evitar que parte desses recursos sejam contingenciados ou mesmo reacomodados em outras áreas.

Na Comissão Mista de Orçamentos, do Congresso, há quem defenda o corte dos recursos destinados ao programa dos submarinos para realocar esse dinheiro em outros setores da economia.

Para o Comandante da Marinha, “o Brasil tem um novo papel no mundo e as jazidas (de petróleo do pré-sal) estão cada vez mais afastadas da costa, a cerca de 160 milhas de distância”.

Isso exigirá mais investimentos também em vigilância, fiscalização e dissuasão.

Na avaliação do diretor do Comitê da Indústria de Defesa (Comdefesa), da Fiesp, Jairo Cândido, a decisão política do governo de reequipar as Forças Armadas representa uma excelente oportunidade para o setor industrial.

“A indústria de Defesa tem grande potencial, e a Marinha tem sinalizado que seus equipamentos serão desenvolvidos no Brasil”, explicou. Para o diretor, a participação industrial é importante do ponto de vista estratégico, “para manter a soberania do Estado brasileiro”.

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