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Cooperação

Marinhas do Brasil e do Reino Unido realizam exercício militar

A bordo do HMS Ocean, maior navio de guerra do Reino Unido, militares dos dois países trocam experiências e conhecimentos.

Britânicos trazem experiências no Afeganistão e Iraque enquanto brasileiros apresentam seu trabalho no Haiti.

A Base Naval da Ilha da Marambaia foi o lugar escolhido para o exercício militar conjunto realizado pelas marinhas do Reino Unido e do Brasil, nos dias 10, 11 e 12 de setembro.

A tripulação do HMS Ocean foi integrada também por 142 fuzileiros brasileiros.

Embarcados no porta-helicópteros da Marinha Real britânica, eles receberam instrução e participaram de um exercício anfíbio de assalto a uma das praias da ilha, no litoral fluminense.

Enquanto os fuzileiros ensaiavam o assalto no navio, uma equipe menor, formada por 13 fuzileiros britânicos e nove brasileiros, fazia em terra o reconhecimento da ilha e simulava o recolhimento de inteligência, para auxiliar a tomada da praia.

Helicópteros britânicos e brasileiros participaram da operação, juntamente com lanchas e um Hovercraft (embarcação com colchão de ar, que permite o desembarque na areia da praia) trazidos pelo navio e pequenas fragatas da Marinha do Brasil.

Este tipo de operação permite o desembarque rápido de centenas de tropas, com a cobertura dos helicópteros de guerra.

Neste primeiro grande exercício, não foram só os britânicos que ensinaram técnicas e estratégias aos brasileiros.

Durante dois dias, comandantes dos dois países trocaram experiências e treinaram as tropas uns dos outros com base no conhecimento adquirido pelos brasileiros no Haiti e pelos britânicos no Iraque e no Afeganistão.

No sábado, 11, seis eventos simultâneos aconteceram em vários pontos da ilha. Com uma duração média de uma hora e meia, estes se repetiram o dia todo com o revezamento de fuzileiros do Brasil e do Reino Unido.

Foram utilizadas técnicas de reação imediata, passagens de veículos não-autorizados (barreiras) em área urbana e respostas a problemas da população local se seguiram à identificação de campos minados e emboscadas com atiradores de precisão e de exercícios de simulação de tiro com várias armas e cenários diferentes criados por programas de computador.

De acordo com o comandante do 3º Batalhão de Infantaria, Luiz Octavio Gavião, cuja Divisão Anfíbia participou dos exercícios de assalto, forças de paz e de combate, “este tipo de exercício conjunto é mais comum acontecer com os norte-americanos, mas para os meus fuzileiros, quanto mais experiência internacional, melhor”.

Para o capitão do Ocean, Keith Blount, “os exercícios conjuntos ajudam nossos fuzileiros a aprender com a experiência prática que outros tiveram em situações de combate, e a compartilhar a própria experiência em combate, já que vários dos fuzileiros britânicos serviram no Afeganistão”.

O capitão de fragata, Simon Carter, responsável pela logística dos eventos em que o Ocean participa, ressalta que amizades também se formam quando os fuzileiros convivem de perto em um período de exercícios intensos.

“Quando sairmos do Brasil rumo ao Oeste da África, 20 marinheiros nigerianos vão atravessar o Atlântico conosco e aprender com os marinheiros britânicos sobre o trabalho e a vida em um grande navio de guerra que tem a versatilidade do Ocean para abrigar exercícios de combate, de segurança, de manutenção de paz e eventos diplomáticos”, afirmou.

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