Defesa

Soberania
26/11/2007
Discurso do ministro Nelson Jobim, na apresentação
27/11/2007

MD quer fortalecer indústria de Defesa

MD quer fortalecer indústria de Defesa

Na semana passada, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, acompanhado por militares das três forças e onze deputados federais, visitou as principais indústrias de Defesa do Vale do Paraíba (SP) e Minas Gerais.

Ele reafirmou o interesse do governo em fortalecer e consolidar a indústria de Defesa a partir de 2008. Jobim explicou que os pesquisadores das instituições civis e militares terão tratamento especial.

Jobim quer evitar o assédio de empresas estrangeiras sobre esses profissionais, responsáveis pelo desenvolvimento de tecnologias a serem usadas pelas Forças Armadas.

Nelson Jobim está preocupado com a redução contínua do quadro de pesquisadores do Centro Tecnológico da Aeronáutica (CTA), instituição vinculada ao Comando da Aeronáutica.

O CTA apóia algumas das principais pesquisas das indústrias de tecnologia de ponta ligadas à Defesa. “Nós precisamos melhorar as condições de trabalho desse pessoal para manter esse conhecimento em nossas mãos”, afirmou o ministro.

Entre os projetos apresentadas pelo CTA, o destaque ficou por conta do desenvolvimento de um motor a combustível líquido para impulsionar os foguetes dos Veículos Lançadores de Satélites (VLS).

Até o momento, as experiências realizadas com os VLS foram feitas com combustível sólido, o mesmo usado em foguetes militares. A demonstração foi com um pequeno protótipo com combustível líquido, desenvolvido em cooperação com cientistas russos.

O CTA, que deu origem à Embraer, prepara-se para desenvolver um míssil de quinta geração com a África do Sul (Projeto A-Darter), em parceria com outras empresas brasileiras.

Também está envolvido na pesquisa de sistemas de controle para serem utilizados em veículos não tripulados (Projeto VANT), inclusive pequenos aviões de vigilância.

Além disso, o centro trabalha com sistemas de blindagem contra radiação que reduzem a visibilidade dos aviões aos radares inimigos.

Os avanços obtidos nessa tecnologia, com tintas e mantas especiais, embora não tenham sido suficientes para uso militar de ponta, permitem o uso em atividades civis, como proteção contra interferências em equipamentos médicos e de telecomunicações, informou o Ministério da Defesa.

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