Relações Exteriores

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Defesa
11/09/2008

Mercosul: Conselho de Defesa, Bolívia e Paraguai

Mercosul: Conselho de Defesa, Bolívia e Paraguai

Na próxima semana, o Parlamento do Mercosul se reúne para a sua 13ª sessão ordinária, quando serão discutidas a situação política de Bolívia e Paraguai e a criação do Conselho Sul-Americano de Defesa.

O ministro Nelson Jobim fará uma exposição sobre a proposta na terça-feira, 16. Segundo ele, o futuro Conselho nascerá para aprofundar a cooperação em Defesa e impedir conflitos na região.

No entanto, não será uma aliança militar convencional. O Conselho não terá tropas. A Colômbia foi o único país que não aceitou ingressar quando aprovada a criação da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL).

O presidente Álvaro Uribe voltou atrás depois de receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para as comemorações pelo Dia da Independência do país, em julho. Uribe explicou que o Conselho não poderia criar problemas para a sua estratégia de combate às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Na avaliação do Ministério da Defesa, o Conselho poderá permitir soluções negociadas para possíveis conflitos, como o que surgiu após o ataque do Exército colombiano a um acampamento das Farc no Equador.

Política

Os parlamentares do Mercosul também pretende avaliar a situação política da Bolívia e do Paraguai que empossou o presidente Fernando Lugo no dia 15 de agosto.

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), presidente da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, vai apresentar um projeto de declaração em defesa da manutenção da democracia na Bolívia.

Ele quer que o bloco deixe claro sua posição contrária a qualquer tentativa de golpe naquele país.

O Parlamento do Mercosul deverá analisar ainda um projeto de declaração em apoio ao governo de Fernando Lugo. Recentemente, o presidente paraguaio denunciou que um golpe de Estado estaria em gestação.

A eleição de Lugo pôs fim ao domínio conservador do Partido Colorado que governou o país por 61 anos. O general retirado Lino César Oviedo, que perdeu a eleição para Lugo estaria por trás da conspiração.

A reunião do Parlasul começa na segunda-feira, 15 com uma reunião do embaixador Regis Arslanian, delegado permanente do Brasil junto ao Mercosul e à Associação Latino-Americana de Integração (Aladi). Na oportunidade, serão discutidos projetos e iniciativas do bloco que estão sendo implementadas.

De acordo com o Parlasul, a Comissão de Relações Internacionais, Inter-Regionais e de Planejamento Estratégico da instituição vai discutir a proposta do senador Aloizio Mercadante quanto a uma solução negociada para os chamados “enclaves coloniais” na América do Sul, como as Ilhas Malvinas, ocupadas pela Inglaterra.

A Comissão de Infra-Estrutura, Transporte, Recursos Energéticos, Agricultura, Pecuária e Pesca tratará dos preparativos para a realização do Seminário de Integração Energética marcado para o período entre 9 e 11 de outubro, em Caracas, na Venezuela.

Já a Comissão de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Esportes vai debater a inclusão do guarani como idioma oficial do Mercosul e a criação de uma escola de governo no Parlamento do Mercosul.

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