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10/04/2017
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10/04/2017

Comércio Exterior

MERCOSUL e Aliança do Pacífico decidem avançar em negociações comerciais

Brasília – Os ministros de Relações Exteriores e de Indústria e Comércio dos países que integram o MERCOSUL e a Aliança do Pacífico decidiram na última sexta-feira, 7, avançar nas negociações por meio da ampliação do comércio na América do Sul e a conquista de novos mercados.

O encontro foi realizado em Buenos Aires à margem do Fórum Econômico Mundial da América Latina e em que o governo argentino ocupa a presidência rotativa do MERCOSUL. Participaram das reuniões os ministros dos quatro países fundadores do bloco (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e dos quatro membros da Aliança do Pacifico (Chile, Colômbia, México e Peru).

De acordo com o chanceler chileno, Heraldo Muñoz, “estamos avançando na integração, num momento em que reina a incerteza em nível internacional e se observam pressões protecionistas, nacionalistas e inclusive xenófobas”. Muñoz que já foi embaixador do Chile no Brasil, é um dos principais entusiastas dessa aproximação.

Ele manifestou ainda preocupação com a decisão dos Estados Unidos de rever acordos de integração e a força conquistada, nos últimos tempos, por partidos nacionalistas de direita na Europa. No documento divulgado no final da reunião, os oito países se comprometeram a avançar em determinadas áreas, antes de discutir a redução de tarifas: cadeias regionais de valor, cooperação alfandegária, promoção de pequenas e médias empresas, redução de barreiras não tarifárias e facilitação no comércio de bens e serviços. Esses temas já vinham sendo debatidos internamente pelos países do MERCOSUL como forma de incrementar os negócios e reduzir a burocracia.

Os dois blocos entendem que o volume de comércio entre os oito países é baixo, comparado com outras regiões, e que existe um potencial de crescimento que independe da exportação de commodities (mercadorias em estado bruto ou produtos primários comercializados internacionalmente, como café, algodão, soja, boi gordo, minério de ferro e cobre), cujos preços no mercado internacional baixaram depois de uma década em alta. “O comércio intra-regional na União Europeia chega a 69%; na Ásia chega a 55% e aqui na América Latina a apenas 18%”, revelou o chanceler chileno.

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