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MERCOSUL e UE discutirão TLC em Assunção no final do mês

Brasília – Representantes do MERCOSUL e da União Europeia pretendem reunir-se na última semana de fevereiro em Assunção para buscar um acordo que permita concluir as negociações em torno do Tratado de Livre Comércio que se arrasta desde 1999. Desde a semana passada, diplomatas dos dois blocos estão reunidos em Bruxelas para ajustar as diferenças e redigir um texto final.

No dia 29 de janeiro, os ministros de Relações Exteriores da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, se reuniram também na Bélgica com autoridades do bloco europeu com o objetivo de fortalecer politicamente a discussão. Para os quatro chanceleres do MERCOSUL, é momento para firmar o acordo.

O encontro em Bruxelas foi a portas fechadas e sem declarações oficiais. Nesta quarta-feira, 7, o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira, recebeu telefonema da Comissária Europeia para o Comércio, Cecilia Malmström, mas o Itamaraty não divulgou o teor da conversa.

Nas últimas reuniões, as autoridades dos dois blocos buscaram um diálogo mais franco sobre os problemas e a forma de superá-los. As duas partes consideram fundamental o acordo e entendem que as reuniões no Paraguai serão decisivas.

Segundo o chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, “tenho expectativas porque são três pilares para finalmente assinarmos o acordo: o político, o de cooperação e o econômico. Os dois primeiros estão praticamente resolvidos e faltam os ajustes para concluirmos o terceiro”, afirmou.

Nesta mesma linha, o ministro espanhol de Assuntos Exteriores, Alfonso Datis, defendeu a assinatura do Tratado de Livre Comércio para não deixar passar a oportunidade. “A América Latina está aberta ao mundo e não podemos desperdiçar por questões de percepção”, destacou. Datis explicou que a União Europeia “leva muito tempo sem prestar a atenção necessária à América Latina, um dia se cansarão de esperar”.

As negociações entre o MERCOSUL e a União Europeia parecem ter entrado em sua última etapa depois que a UE elevou a cota de importação de carne de 77 para 99 mil toneladas por ano. Em troca, os europeus querem uma maior abertura do setor automobilístico para as suas empresas.

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