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MERCOSUL e UE voltam a discutir acordo de libre comércio

Brasília – As equipes negociadoras do MERCOSUL e da União Europeia devem reunir-se mais uma vez em Assunção, na segunda quinzena de maio, para discutir os detalhes técnicos que ainda impedem a conclusão das negociações em torno de um Tratado de Livre Comércio. O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Eladio Loizaga, afirmou que a ideia é fechar o acordo até junho.

Na percepção do chanceler paraguaio, falta muito pouco para que os dois blocos anunciem o tão esperado tratado. Já são quase 20 anos de negociações. “Estou conversando com os colegas para fixarmos uma data até o final deste mês para nos reunirmos com os representantes europeus. Estamos muito confiantes em poder chegar a um acordo em breve”, explicou Loizaga.

Há cerca de 15 dias, representantes do MERCOSUL e da União Europeia tiveram uma rodada de negociação com poucos avanços. Para que o TLC seja assinado, as duas partes coincidem que é preciso mais flexibilidade e disposição, especialmente em termos de renúncias.

Eladio Loizaga explicou ainda que o Brasil resiste muito nas questões que envolvem os setores automobilístico e agrícola. No caso dos veículos, Brasília não quer a abertura total do mercado regional e pede que haja um processo gradual por pelo menos dez anos.

Brasil – UE

O Secretário-Executivo do ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, reuniu-se nesta segunda-feira, 7, com o embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho, com quem conversou sobre o relacionamento bilateral. A importância da melhoria desse relacionamento pautou o encontro, de acordo com o Secretário de Política Internacional do Agronegócio, Odilson Ribeiro e Silva.

Novacki esclareceu detalhes sobre a participação da Polícia Federal em investigações no setor de carnes e a contribuição do Ministério da Agricultura nessas ações. As duas partes entendem que é importante intensificar o diálogo entre o Brasil e o bloco econômico, “em um ambiente baseado em confiança mútua”.

A balança comercial entre Brasil e União Europeia é equilibrada, tanto no volume geral de produtos quanto nos produtos do agronegócio, sendo interessante para ambas as partes manter um nível de bom entendimento, ressaltou Novacki.

O Brasil também se comprometeu em fazer chegar ao embaixador europeu em Brasília, todas as correspondências enviadas a Bruxelas. Ficou acertado ainda novo encontro em que deverá ser tratada liberação gradativa da exportação de pescados para a UE.

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