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29/12/2014

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Mercosul fecha acordos com Tunísia e Líbano e mira União Euroasiática

Brasília – O Mercosul assinou na terça-feira, 16, na cidade de Paraná, na Argentina, memorandos de entendimento com o Líbano e a Tunísia para discutir produtos que poderão ser beneficiados futuramente por reduções de alíquotas de importação em ambos os lados. Outro acordo para fortalecimento de relações comerciais foi negociado com os países da Comissão União Euroasiática, bloco que terá Rússia, Belarus, Armênia e Cazaquistão. Um memorando de entendimentos deverá ser assinado pelo Mercosul e pela União assim que ela for oficialmente criada, em janeiro de 2015.

O objetivo destes acordos é ampliar as relações comerciais entre os países do Mercado Comum do Sul, as duas nações árabes e o bloco liderado pela Rússia.

Segundo informações do Itamaraty, são acordos-quadro que marcam a abertura de negociações comerciais em áreas de interesse dos países participantes.

A partir de agora, os países irão elaborar listas de produtos e condições que poderão ou não ser incluídas em acordos comerciais futuros. Os memorandos de entendimentos foram assinados durante o encontro de ministros da 47ª reunião de Cúpula de Chefes de Estados do Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Uruguai, Venezuela e Paraguai.

O acordo com os dois países prevê a criação de um comitê conjunto com os países do Mercosul, cuja missão é o intercâmbio de informações sobre as legislações das partes em matéria aduaneira e tarifária, com a perspectiva de criação de uma zona de livre comércio.

O texto prevê também a realização de ações de promoção comercial, participação em feiras de negócios e outras iniciativas de ordem econômica organizadas pelas partes com o objetivo de fomentar os fluxos comerciais e o intercâmbio econômico em geral.

A implementação desses acordos se dará em 2015 com o Brasil na presidência pro tempore do bloco em substituição à Argentina.

Na segunda-feira, 15, o ministro das Relações Exteriores do Líbano, Gebran Bassil, se reuniu com o chanceler da Argentina, Héctor Timerman, em Buenos Aires. Na ocasião, o diplomata argentino afirmou que o entendimento tem o objetivo de facilitar o comércio entre o Mercosul e o Líbano e dar lugar “mais adiante a um tratado mais amplo e inclusivo em temas econômicos e financeiros”.

Bassil, por sua vez, afirmou que o memorando foi aprovado em tempo recorde e que o acordo é resultado de uma reunião dos ministros de Relações Exteriores dos países envolvidos na tentativa de “consolidar, melhorar e intensificar as relações entre o Líbano e os países da região”.

Em 2013, o Brasil exportou, isoladamente, US$ 338,45 milhões em produtos ao Líbano e importou US$ 26,3 milhões de lá. Para a Tunísia, o País exportou US$ 290,6 milhões e importou o equivalente US$ 136,8 milhões. Nos dois casos, alimentos foram os principais produtos exportados e fertilizantes foram os principais importados.

Nesta cúpula, os países também discutiram a adesão da Bolívia ao bloco sul-americano, mas voltarão a tratar do tema apenas em março do ano que vem. 

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