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Mercosul se reúne para discutir a crise financeira

Mercosul se reúne para discutir a crise financeira

Nesta segunda-feira, o Conselho Mercado Comum do Mercosul realiza sua sétima reunião extraordinária, em Brasília. O foco do encontro é a crise financeira global.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que os responsáveis pela economia do bloco devem articular uma série de ações coordenadas para enfrentarem a crise dos mercados.

Em nota, o Itamaraty descatou que “na oportunidade, será debatida a conjuntura econômica mundial e possíveis ações que permitam prevenir e minimizar impactos da crise financeira na região. Serão também examinadas alternativas para o acompanhamento da situação e o intercâmbio de informações sobre iniciativas tomadas em resposta à crise”.

Segundo Celso Amorim, “ninguém tem uma resposta imediata, cada um tem a sua, mas você vai trocar experiência e vai mostrar por que fez tal coisa e não fez outra e também como aquilo que nós formos fazer no futuro deve ser feito de uma maneira coordenada, transparente e sobretudo que não prejudique as relações entre os próprios países da América do Sul, que é um patrimônio muito grande”.

O chanceler brasileiro ressaltou que nem mesmo a reunião convocada para novembro pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deve resultar em medidas concretas.

“Eu tenho a certeza de que uma das coisas importantes que nós temos que discutir é como evitar que o patrimônio da integração que foi criado não se perca por conta de uma reação a problemas que vêm de outros lugares”, explicou o ministro.

Nesta sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com a colega argentina Cristina Kirchner. O Brasil espera que os argentinos não adotem medidas protecionistas para minimizar os efeitos da crise.

De acordo com Amorim, “medidas protecionistas não são boas, porque geram outras medidas protecionistas, e se a pessoa olhar para a história e para a crise de 1929, vai saber que o fato de cada um querer proteger apenas o seu interesse e não pensar no interesse dos seus parceiros acabou prejudicando a si próprio, mas eu não acredito que a Argentina vá fazer isso”.

Para a diplomacia brasileira, o momento é oportuno para que os países ricos flexibilizem as negociaçoes em torno da Rodada Doha. Para Celso Amorim, a conclusão de um acordo neste momento serviria para reduzir os efeitos da crise na economia real.

Participarão da reunião em Brasília, os ministros das Relações Exteriores, Fazenda e os presidentes dos Bancos Centrais dos Estados Partes do Mercosul e dos Estados Associados.

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