Brasília, 25 de maio de 2020 - 06h51
MERCOSUL tem nova reunião por acordo sobre tratados de livre comércio

MERCOSUL tem nova reunião por acordo sobre tratados de livre comércio

11 de maio de 2020 - 20:51:35
por: Marcelo Rech
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Brasília – Nesta terça-feira, 12, os coordenadores nacionais do MERCOSUL têm nova reunião para buscar um acordo sobre o ritmo das negociações dos tratados de livre comércio em curso. Na última reunião realizada na semana passada, a Argentina propôs “avançar conjuntamente nos novos acordos comerciais, mas incluindo as salvaguardas necessárias para proteger o setor produtivo e o emprego nacional”.

A reunião será por videoconferência e os responsáveis pelo MERCOSUL da Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai têm, ainda, como desafio, encontrar uma forma jurídica que permita avançar nas negociações em ritmos diferentes, outra demanda argentina. O tratado que deu origem ao bloco não prevê esse tipo de medida.

Segundo o ministro de Relações Exteriores da Argentina, Felipe Solá, “devemos ampliar o MERCOSUL, mas com prudência, protegendo o aço, os automóveis e a eletrônica”. Na reunião de quinta-feira, 7, os quatro países discutiram as reservas relacionadas com as negociações que envolvem Coreia do Sul e Singapura, além de detalhes acerca dos tratados com Canadá, Líbano e Índia, e o desejo de ampliar as oportunidades para o MERCOSUL junto aos países da América Central.

O Secretário de Relações Internacionais da Argentina, Jorge Neme, adiantou que os representantes do Brasil, Uruguai e Paraguai, “compreendem a nossa situação e estão dispostos a contemplá-la. O resultado é muito positivo”, assinalou.

Para o chanceler Felipe Solá, “em um momento de incertezas por conta da pandemia, reivindicamos fazer acordos por alguns produtos e por outros não, nos tratados com a Coreia do Sul e Singapura. Não é momento de acelerar acordos comerciais, mas estamos na mesa de negociações, não a abandonamos”, afirmou.

Em 24 de abril, o Ministério das Relações Exteriores, Comércio Internacional e Culto considerou que "a incerteza internacional e a própria situação de nossa economia aconselham deter a marcha" nas negociações de acordos de livre comércio entre o MERCOSUL e terceiros países.