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26/08/2016
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26/08/2016

Crise Política

MERCOSUL terá o mínimo de reuniões e presidência venezuelana não será reconhecida

Brasília – Argentina, Brasil e Paraguai decidiram que o MERCOSUL terá o mínimo de reuniões até o final do ano e que a presidência venezuelana do bloco não será reconhecida. De acordo com o vice-ministro de Assuntos Econômicos e de Integração do Paraguai, Rigoberto Gauto, os chanceleres dos países fundadores devem decidir sobre o tema em breve.

O diplomata confirmou que na reunião do último dia 23 em Montevidéu, os coordenadores nacionais abordaram a situação da Venezuela e elaboraram uma série de propostas que agora serão discutidas pelos ministros.

Também avaliaram como manter o MERCOSUL funcionando apesar da situação atual, pelo menos nos temas de maior interesse como o relacionamento extrarregional. Os chanceleres integram a mais alta instância do bloco, o Conselho Mercado Comum, e são eles que decidirão qual caminho seguir para pôr fim ao impasse.

Já no dia 2 de setembro, os coordenadores nacionais voltam a reunir-se para analisar aspectos técnicos das negociações entre o MERCOSUL e a União Europeia e preparar a reunião entre os dois blocos marcada para outubro.

Gauto lamentou ainda que a Venezuela não tenha participado da reunião do dia 23 para poder esclarecer o não cumprimento da totalidade das normas vigentes no MERCOSUL. Caracas já informou que pelo menos 102 normas não serão internalizadas. No dia 24, a chanceler venezuelana Delcy Rodríguez convocou reunião também em Montevidéu, mas apenas Uurguai e Bolívia participaram.

O gesto foi entendido como uma forma de marcar território uma vez que o governo venezuelano se autoproclamou presidente do MERCOSUL. Rigoberto Gauto disse estranhar o apego venezuelano pela presidência pro tempore porque não é mais que uma coordenação. “Não significa ter poderes especiais, mas simplesmente fazer as convocações para as reuniões e conduzi-las”, explicou.

Argentina, Brasil e Paraguai decidiram que não participarão de nenhuma reunião convocada pela Venezuela. Além disso, os três países não pretendem responder às expressões pouco amistosas utilizadas tanto pelo presidente Nicolás Maduro como pela chanceler Delcy Rodríguez.

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