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06/07/2016

Política Externa

MERCOSUL terá reunião emergencial por crise na Venezuela

Brasília – Os ministros de Relações Exteriores dos países que integram o MERCOSUL se reunirão emergencialmente na próxima segunda-feira, 11, para discutir a crise na Venezuela. O encontro foi pedido pelo Paraguai que não aceita ver a Venezuela comandando o bloco.

A reunião será realizada em Montevidéu onde o chanceler brasileiro José Serra esteve reunido nesta terça-feira, 5, com o presidente Tabaré Vázquez e o ministro Rodolfo Nin Novoa. O encontro à portas fechadas foi adiantado na semana passada pelo InfoRel. Serra viajou acompanhado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Na reunião, Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, debaterão acerca da possível suspensão da Venezuela do MERCOSUL, desejo já expressado por Assunção. O governo paraguaio espera ao menos que o bloco decida manter o Uruguai por mais seis meses à frente do bloco.

De acordo com o chanceler paraguaio, Eladio Loizaga, “a situação da Venezuela a cada dia se complica mais e necessitamos que à frente do MERCOSUL esteja um país com tranquilidade interna, paz, para que possa levar adiante os desafios que temos no próximo semestre”.

O presidente do Paraguai, Horacio Cartes, denunciou a violação de direitos humanos na Venezuela em discurso proferido no Congresso do país na última sexta-feira, 1º.

 

Apesar da pressão paraguaia, o governo uruguaio que exerce a presidência pro tempore do MERCOSUL não aceita permanecer por mais um semestre no comando do bloco por considerar que não há ruptura democrática na Venezuela. Na avaliação de Nin Novoa, "há uma democracia autoritária na Venezuela, mas o jurídico está acima do político".

Nações Unidas

A oposição venezuelana também acusa o presidente da Argentina, Mauricio Macri, de hipócrita por ter moderado o discurso contra o regime chavista. Antes da posse, Macri pregava a suspensão da Venezuela do MERCOSUL. Agora, recuou.

Para o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Henry Ramos Allup, a mudança de postura da Argentina guarda relação com a candidatura da ministra de Relações Exteriores, Susana Malcorra, para o cargo de Secretária-Geral das Nações Unidas no lugar de Ban Ki-moon.

Em Bruxelas, Macri afirmou que a Argentina segue defendendo a realização de um referendo revocatório e que o país assumiria o lugar da Venezuela no comando do MERCOSUL. As declarações só serviram para conturbar ainda mais o ambiente que já não é bom na região. Esta alternativa está sendo debatida, mas de forma privada.

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