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México, Colômbia e Canadá terão novos embaixadores

México, Colômbia e Canadá terão novos embaixadores

A Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal aprovou nesta semana a indicação de oito embaixadores brasileiros no exterior. Os senadores pretendem limpar a pauta que inclui ainda mais duas designações – Dominica e Suécia – até dezembro.

 

Seis embaixadores já tiveram seus nomes referendados também pelo Plenário – Bahamas, Belize, Benin, México, República Tcheca e Togo.

 

Nesta quinta-feira, foram aprovados os nomes de Antonino Lisboa Mena Gonçalves, para a embaixada em Bogotá, e Piragibe dos Santos Tarragô, para comandar a representação em Ottawa.

 

Benin

 

Aprovado para a embaixada do Brasil no Benin, o ministro de segunda classe Arnaldo Caiche D’Oliveira, afirmou que aquele país anseia por uma maior presença brasileira.

 

Em 2009, o comércio bilateral alcançou US$ 141 milhões.

 

O Benin também busca aprofundar os laços culturais com o Brasil e recentemente firmou acordo com o estado da Bahia para ampliar os projetos no setor.

 

Além disso, o Brasil está formando técnicos com capacitação em preservação do patrimônio cultural. Atualmente, 400 pessoas estudam a língua portuguesa no Benin.

 

Togo

 

Também ministro de segunda classe, Antenor Américo Mourão Bogéa Filho, foi aprovado para o Togo, país com o qual o Brasil mantém cooperação na cultura, agricultura e formação técnica.

 

Um dos principais ativos brasileiros no Togo é a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

 

 

Bahamas

 

Para as Bahamas, foi aprovado o nome do embaixador Ronaldo de Campos Veras que já serviu no Chile, Dinamarca e Argentina.

 

O arquipélago das Bahamas é constituído por 700 ilhas, mas em apenas 16 vivem os 330 mil habitantes do país.

 

De acordo com o embaixador, o Brasil quer fortalecer a cooperação econômica, técnica e educacional com aquele país.

 

Belize

 

Para o Belize, o Senado aprovou o nome do diplomata Tomas Guggenheim que cumpriu missões na Argentina, Japão, México, Gabão, Bélgica, Noruega e Bahamas.

 

Segundo ele, o turismo tem sido uma das alavancas da economia local, mas a principal fonte de renda vem das remessas enviadas dos Estados Unidos onde vivem 25% dos 320 mil belizenses.

 

México

 

Com o México, a prioridade será o estabelecimento de um Acordo Estratégico de Integração Econômica, cujas negociações começaram há cerca de um mês.

 

Foi o que explicou o ministro de primeira classe Marcos Leal Raposo Lopes, indicado para o posto na Cidade do México.

 

Ele explicou que o Brasil poderá tirar vantagens da desconfiança em torno dos acordos de livre comércio firmados pelo país.

 

No total, foram 44 incluídos a União Européia e o Japão. Ainda assim, o México segue dependente dos Estados Unidos, destino de 85% de suas exportações e de onde vêem 50% do que importa.

 

A negociação inclui tarifas comerciais, serviços, investimentos, compras governamentais e propriedade intelectual.

 

O problema é que os dois países divergem quanto à reforma da Organização das Nações Unidas (ONU). O México entende que é preciso ampliar o número de representantes não permanentes quando o Brasil quer exatamente o contrário.

 

República Tcheca

 

Para a República Tcheca, a Comissão de Relações Exteriores aprovou o nome do ministro de primeira classe George Monteiro Prata.

 

Ele reconheceu que o relacionamento comercial entre o Brasil e a República Tcheca ainda é muito modesto, mas que há potencial para ampliá-lo.

 

Destacou que a República Tcheca deseja participar do projeto de desenvolvimento e construção do avião de transporte militar KC390, da EMBRAER.

Colômbia

Nesta quinta-feira, a Comissão de Relações Exteriores aprovou o nome do ministro de primeira classe Antonino Lisboa Mena Gonçalves, para a embaixada em Bogotá.

Na avaliação dos senadores, o Brasil esteve afastado da Colômbia por muito tempo.

Destaca-se que o presidente Juan Manuel Santos escolheu o Brasil como primeiro destino no exterior após sua posse.

Mena Gonçalves explicou que o conflito interno colombiano que já dura quase 50 anos, prejudica o desenvolvimento do país, mas ressaltou que a economia colombiana tem mantido tendência de crescimento há 30 anos.

Enfatizou ainda o interesse colombiano em firmar parcerias de longo prazo com o Brasil e o seu desejo em participar do projeto KC390 da EMBRAER.

Segundo ele, a presença militar dos Estados Unidos na Colômbia é um assunto de política interna na qual o Brasil não se envolve.

Canadá

Piragibe dos Santos Tarragô, ministro de primeira classe aprovado para Ottawa reconheceu que o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não ter ido nenhuma vez ao Canadá durante seus oito anos de governo, contribuiu para que houvesse um importante distanciamento bilateral.

Ainda assim, mostrou-se otimista com o futuro das relações que já enfrentaram muitos problemas com disputas na Organização Mundial do Comércio entre Bombardier e EMBRAER.

Na sua avaliação, o Brasil é um país emergente que surge para o Canadá como importante opção de parcerias em várias áreas.

Ele revelou que os dois países negociam um acordo de cooperação em defesa que promete ser ambicioso e focado nas missões de manutenção da paz das Nações Unidas.

Além disso, explicou que o Canadá deverá integrar os esforços para a construção de uma hidrelétrica no Haiti em conjunto com o Brasil.

Atualmente, 70% do comércio exterior canadense é com os Estados Unidos e o país deseja diversificar os mercados.

O Brasil já é o 4º maior investidor no Canadá por meio de empresas como Gerdau, Votorantim e Ambev.

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