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México quer fechar acordo bilateral com o Brasil

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O Secretário das Relações Exteriores do México, Luiz Ernesto Derbez, pediu a empresários brasileiros e mexicanos, uma lista definindo os setores da indústria com maior potencial de crescimento no comércio bilateral entre os dois países. Ele pretende trabalhar para que os dois países incrementem as relações bilaterais a partir do corte de tarifas.

Segundo Derbez, as empresas dos dois países precisam ser altamente competitivas no terceiro mercado (norte-americano, europeu e asiático). Ele informou que, no final de julho, o Conselho Mexicano de Comércio Exterior (Comce) trará ao Brasil uma missão comercial para estudar melhor o mercado brasileiro e estreitar as relações para futuras alianças.

De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), desde julho de 2002 os dois países mantém um Acordo de Complementação Econômica (ACE 55) relativo a itens do setor automotivo, que proporcionou um aumento expressivo das exportações de automóveis e autopeças para o México.

Atualmente, o setor representa 40% das exportações brasileiras para o mercado mexicano. No comércio bilateral, o Brasil é superavitário em US$ 3,2 bilhões. Em 2005, o mercado brasileiro exportou para o mexicano US$ 4,06 bilhões e importou US$ 843,6 milhões.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, defendeu a assinatura de um Acordo de Livre Comércio entre Brasil e México, além da ampliação do ACE 55. Na sua avaliação, um comércio de US$ 4 bilhões é muito modesto para os dois países.

Mercosul

Luiz Ernesto Derbez explicou que o México já demonstrou interesse em ingressar no Mercosul, mas antes disso terá que avançar nas negociações de um Acordo de Livre Comércio para poder aderir ao bloco. Ele pediu que o governo brasileiro considerasse os acordos de preferências comerciais já assinados com os quatro sócios do Mercosul, o que aceleraria o ingresso do país ao bloco.

De acordo com o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, os Acordos de Complementação Econômica existentes com o Brasil, Argentina e Uruguai são pouco ambiciosos, quando comparados os negociados com o México e outros países latino-americanos, baseados no Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte).

Além disso, esses acordos cobrem muito mais do que preferências tarifárias (serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual e concorrência). Por enquanto, o México vai participar das reuniões do bloco apenas como observador, sem direito a voto.

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