Brasília, 13 de dezembro de 2018 - 14h59

México quer mais comércio com o Brasil

18 de agosto de 2009
por: InfoRel
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O presidente mexicano Felipe Calderón, afirmou em seminário realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que o seu paà­s trabalha pelo aprofundamento das relações comerciais com a América Latina, em especial com o Brasil.

De acordo com dados da Fiesp, Brasil e México respondem por 70% do Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina, com um fluxo de comércio bilateral de US$ 8,5 bilhões (2008), valor aquém do potencial das duas maiores economias do continente.

Segundo Calderón, “o Brasil é o sócio comercial mais importante do México na América Latina, sendo nosso sétimo maior parceiro no mundo”.

Nos últimos quatros anos as empresas mexicanas investiram US$ 3 bilhões em projetos no Brasil.

Felipe Calderón destacou que o bom relacionamento polà­tico entre os dois paà­ses faz a diferença.“Compartilharmos os mesmos valores de desenvolvimento com justiça social, desenvolvimento humano e integração nacional. Assim como a vontade de trabalhar com o mundo para buscar uma nova conjuntura internacional de paz, seguridade e de bem-estar social”, ressaltou.

Livre Comércio

O México conta com 44 acordos de livre comércio firmado com paà­ses como Israel, Japão e Noruega, além da União Européia. No entanto, o paà­s ainda resiste em ratificar um tratado comercial amplo com o Brasil.

Na avaliação de Calderón, o tema é um “tabu” em seu paà­s. “Há muitos elementos que devemos ponderar. É um tema complexo e difà­cil”, justificou.

O chefe do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, sublinhou que o setor produtivo nacional tem grande interesse de ampliar o fluxo bilateral de produtos.

“A indústria brasileira tem feito grande esforço no sentido de contribuir para que nossas economias tenham cada vez mais interação e sinergia”, afirmou.

Giannetti da Fonseca recordou que em 2007, a Fiesp realizou um encontro empresarial com empreendedores de ambos os paà­ses, quando foi assiando um memorando de cooperação com a Câmara de la Industria de Transformación de Nuevo Oleón (Caintra), para beneficiar pequenas e médias empresas.

A corrente bilateral de comércio foi apontada por Giannetti como “potencial”, tendo crescido 126% entre 2003 e 2008, após a assinatura do ACE55, que permitiu maior presença do setor automotivo brasileiro no mercado mexicano, responsável por US$ 2,1 bilhões no ano passado.

“O intercâmbio com o México representa apenas 1,3% do fluxo comercial do Brasil. A experiência dos últimos anos mostra o potencial de nossas relações”, ressaltou “Chegou o momento de expandir mais as nossas relações. Sobretudo num momento em que nossas economias estão mais fragilizadas pela crise”, indicou o diretor da Fiesp.

Após mencionar os efeitos da crise econômica mundial em seu paà­s, cuja concentração das exportações para os Estados Unidos é da ordem 82% do comércio exterior mexicano, Calderón reconheceu que “depois de muitos anos de resistências recà­procas” as maiores economias latino-americanas estão dispostas a se aproximar.

“Hoje, entendemos que as oportunidades que temos como sociedades e como economias [na América Latina] estão numa maior e mais profunda integração entre nossas poderosas economias”, indicou.

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