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Militares cobram recuperação da capacidade operaci

Militares cobram recuperação da capacidade operacional das Forças Armadas

Brasília – Os responsáveis pelos projetos estratégicos das Forças Armadas cobraram a recuperação da capacidade operacional das Forças Armadas no último painel do Seminário Estratégia de Defesa Nacional, promovido pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados (CREDN), nos dias 27 e 28 de novembro.

Os representantes do ministério da Defesa, por meio do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), realizaram um detalhamento minucioso das necessidades e objetivos para os próximos 35 anos.

Os projetos apresentados estão vinculados diretamente aos três eixos estruturantes da Estratégia Nacional de Defesa (END) e do Programa de Articulação e Equipamentos de Defesa (PAED) – cibernético, aeroespacial e nuclear.

O brigadeiro Ricardo Machado Vieira, Chefe de Operações Conjuntas do EMCFA, abriu o painel “Os grandes projetos estratégicos das Forças Armadas”, destacando a importância das diretrizes traçadas pela END e pelo PAED para os projetos em desenvolvimento.

Segundo ele, “precisávamos de um plano para as nossas Forças Armadas dispostas em forma mais lógica. Por isso, buscamos prioridades em áreas estratégicas”.

Marinha

O contra-almirante Antonio Fernando Garcez Faria relatou que a Marinha tem trabalhado em projetos na área nuclear, que se divide no ciclo de combustível e no laboratório de geração núcleo-elétrica (LABGENE).

Ele explicou ainda que a Força Naval atua no desenvolvimento de navios-patrulha de 500 toneladas – corveta classe Barroso e que a meta é incorporar 46 desses navios. Além disso, a Marinha também prioriza o Programa de Obtenção de Meios de Superfícies com os navios-patrulha adquiridos recentemente na Grã-Bretanha.

Garcez explicou que o navio-patrulha oceânico Amazonas foi o primeiro de três unidades a ser incorporado para atuar na “Amazônia Azul”. A segunda embarcação chegará de Londres nas próximas semanas, e a terceira no primeiro trimestre de 2013.

O militar destacou ainda o projeto de construção de submarinos convencionais e a propulsão nuclear no polo de Itaguaí (RJ) e em relação à tropas, confirmou que a Marinha criará a 2ª Esquadra da 2ª Força de Fuzileiros que deverá ser instalada próxima à foz do rio Amazonas. Deste modo, o litoral brasileiro será coberto pelos fuzileiros do Oiapoque (AP) ao Chuí (RS).

Exército

Coube ao general-de-brigada Luiz Felipe Linhares Gomes, chefe do Escritório de Projetos do Exército, apresentar os projetos estratégicos da Força Terrestre.

O primeiro deles é o blindado Guarani – que tem por finalidade produzir o carro de combate substituto do Urutu e do Cascavel. Serão adquiridas 102 unidades de combate, mas, antes dessa remessa, a Iveco produzirá 14 para a Argentina.

O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), segundo anunciou, terá o seu o projeto piloto a cargo da EMBRAER e será desenvolvido em Dourados (MS).

Além disso, o Exército considera essencial para o país, o Proteger, projeto desenhado para a proteção das 664 principais infraestruturas críticas do país, como portos, aeroportos, usinas nucleares e hidrelétricas, e redes de comunicação.

O Astros 2020 e o Centro de Defesa Cibernética (CDCiber) são prioridades que fazem parte da Recuperação da Capacidade Operacional do Exército.

Aeronáutica

O brigadeiro Osmar Machado, da 6ª Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica, apresentou os projetos prioritários da Força Aérea, de acordo com o Plano Estratégico Militar da Aeronáutica (PEMAER), para 2010/2013, que prevê o aumento da capacidade operacional da FAB e a capacitação científica e tecnológica da Força.

“Qualquer projeto dentro da FAB tem que chegar à missão principal, que é manter a soberania do espaço aéreo do Brasil”, afirmou.

Segundo Machado, a Aeronáutica atua em projetos como a modernização do F-5M com lote de 46 aeronaves, sendo que 44 aviões já foram incorporados e investe na revitalização de 43 aviões A-1M (AMX), com entrega prevista para ser concluída até 2013.

Além destes, destacou ainda projetos como o A-29 (caça de ataque leve), o KC-390 – avião para transporte de tropas e cargas, os 50 helicópteros H-XBR, que serão distribuídos entre a Marinha, o Exército, a Aeronáutica, e a Presidência da República, e o desenvolvimento de uma doutrina própria para utilização do Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT).

Em relação ao Programa F-X2, o brigadeiro Osmar Machado repetiu o ministro da Defesa, Celso Amorim, e informou que o assunto está nas mãos da presidente Dilma Rousseff. Ele garantiu que independentemente do avião escolhido, a FAB estará bem atendida.

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