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Orçamento

Militares discutem reaparelhamento e modernização das forças

Cerca de 250 oficiais militares, estagiários dos cursos de política e estratégia das três forças, realizaram a primeira visita conjunta de estudos, ao Congresso Nacional, nesta terça-feira.

Eles debateram os principais temas relacionados ao papel das Forças Armadas. O palestrante foi o presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, deputado Aroldo Cedraz [PFL-BA].

Cedraz afirmou que a missão da CREDN não se resume a homologação dos acordos firmados pelo Executivo. O Brasil mantém relações com 284 organismos internacionais multilaterais, o que, segundo ele, exige uma maior interação entre os poderes e as próprias forças.

Durante os debates, vários militares questionaram a forma como o Brasil busca sua projeção internacional. Eles acreditam que não é possível buscar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, quando as forças armadas estão sucateadas.

Para Aroldo Cedraz, o orçamento das Forças Armadas não poderiam ser cortados ou contingenciados. Ele lembrou que duas Propostas de Emenda à Constituição tramitam no Senado com esse objetivo. A CREDN deverá realizar um seminário sobre a indústria de defesa do Brasil, como forma de estimular o debate em relação a modernização das forças.

Participaram os estagiários do Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia [CAEPE], da Escola Superior de Guerra, Curso de Política e Estratégia Marítimas [CPEM], Curso de Política, Estratégia e Alta Administração do Exército [CPEAEx] e Curso de Política e Estratégia Aeroespaciais [CPEA].

Antes, eles assistiram palestra na Secretaria de Política e Estratégia e Assuntos Internacionais [SPEAI], do Ministério da Defesa, sobre o tema “A Política de Defesa Nacional”.

Os cursos de Política e Estratégia das Forças Armadas têm como objetivo preparar os estagiários militares para que possam assessorar os Altos Órgãos das Forças Singulares e os estagiários civis as suas instituições.

“O Brasil só pode pleitear um assento no Conselho de Segurança da ONU ou a liderança política regional, se tiver Forças Armadas modernas e aparelhadas, com orçamento garantido”, afirmou Aroldo Cedraz.

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