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17/01/2017
Marinha
17/01/2017

Embraer

Ministério Público da República Dominicana tem novas provas do caso Super Tucano

Brasília – O Procurador-Geral da República Dominicana, Jean Alain Rodríguez, afirmou que tem novas provas com relação ao pagamento de subornos por parte da brasileira Embraer para a venda de aviões de ataque leve Super Tucanos àquele país.

Rodríguez que também investiga o pagamento de subornos pela Odebrecht para a obtenção de contratos no país, não revelou o conteúdo das provas para não “violentar o devido processo e não entorpecer as ações do MP dominicano”.

Ele disse ainda que “certamente nos sentimos identificados com o sentimento da população em matéria de corrupção, e estamos ao lado de todos aqueles que assumem esta luta de forma séria, porque é nossa própria luta. Os atos de corrupção descansam em estruturas organizadas que cuidam bem seus passos para evadir e burlar os sistemas de controle e transparência estabelecidos no país, no entanto, nós estamos obrigados a identificar estas estruturas, cuidando cada aspecto processual das investigações. Certamente a gente quer ver resposta de forma mais acelerada, mas devemos ser prudentes para chegar até o final e esse final será pôr atrás das grades, todos os implicados sem exceção em cada caso”, explicou.

Entre as ações realizadas pelo MP da República Dominicana está o envio de uma comissão de fiscais aos Estados Unidos que tiveram a oportunidade de tratar do assunto e colher documentos e informações junto ao FBI.

O caso dos Super Tucanos foi declarado complexo por solictação do próprio ministério Público no mês de agosto, o que amplia para oito meses o tempo para a investigação e apresentação de uma acusação formal.

Também em agosto passado foram adotadas medidas de coerção junto ao ex-ministro da Defesa, Pedro Rafael Peña Antonio, que está impedido de deixar o país, assim como o coronel da Força Aérea Dominicana, Carlos Ramón Piccini, que está preso, e os empresários Daniel Aquino Méndez e Daniel Aquino Hernández.

Em 2009 a Embraer vendeu à República Dominicana nove aviões do modelo Super Tucano para o combate ao narcotráfico. Em documentos publicados pela Justiça dos Estados Unidos, a empresa brasileira admitiu ter pago subornos a funcionários dominicanos para fechar o negócio.

De acordo com a documentação, a Embraer teria desembolsado cerca de US$ 3,5 milhões para adquirir um contrato de venta que se realizou por US$ 94 milhões.

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