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Postura

Ministra defende debate mundial sobre direitos humanos

A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, estreou na cena internacional ao discursar na 16ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos (CDH) – Segmento de Alto Nível da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, na Suíça, nesta segunda-feira.

O tom foi de cobrança aos países ricos que criticam os mais pobres por violações, mas que silenciam estrategicamente quando seus interesses estão em jogo.

Ela afirmou que a presidente Dilma Rousseff está disposta a discutir violações de direitos humanos em todos os países, o que inclui o Brasil no debate acerca do Irã, Cuba e Venezuela.

Maria do Rosário se esforçou para mostrar que o país adotará uma postura clara em relação ao tema. Ela reafirmou que os direitos humanos estão na base da política externa brasileira.

Nesta terça-feira, o Brasil votou pela suspensão da Líbia da Comissão de Direitos Humanos da ONU. Além disso, o país votará a favor de uma resolução das Nações Unidas para que a situação dos direitos humanos no Irã seja monitorada.

Para o governo norte-americano, os gestos são positivos, mas os Estados Unidos preferem aguardar por passos mais concretos.

A Secretaria de Estado Hilary Clinton lembra que a posição do país em relação aos regimes fechados dos países árabes sempre foi de condescendência.

Além disso, a proximidade do ex-presidente Lula de líderes como Hugo Chávez e Raúl Castro, impediram que o Brasil criticasse as violações na região.

Para o Brasil não existe hierarquia entre os direitos econômicos, sociais e culturais e os direitos civis e políticos. Todo ser humano tem direito à alimentação, ao emprego, à moradia digna e a paz social. Da mesma forma, todo ser humano tem o direito à liberdade de opinião, de expressão e de escolher seus governantes”, afirmou.

De acordo com Maria do Rosário, “a crise que abala regimes políticos no Oriente Médio e no Norte da África não chega sem um alerta. Nenhum governo se sustentará pela força ou pela violência. Nenhuma liderança perdurará em meio à exclusão social, ao desemprego e à pobreza. Nenhum povo suportará em silêncio a violação de seus direitos fundamentais”.

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