Brasília, 15 de setembro de 2019 - 10h11
Ministro apresenta oportunidades em Minas e Energia na China

Ministro apresenta oportunidades em Minas e Energia na China

21 de agosto de 2019 - 13:00:43
por: Marcelo Rech
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Brasília – Na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, se reuniu com executivos chineses para apresentar oportunidades de investimentos no Brasil. Em sua avaliação, o Brasil e a China têm grande complementaridade e as relações bilaterais comprovam isso: o investimento chinês representou 72% do total nos últimos dois anos.

Bento Albuquerque participou de reunião com dirigentes da maior empresa de energia renovável da China, a State Power Investment Corporation (SPIC), que atua em 45 países e o Brasil é o principal destino dos seus investimentos no exterior. Desde 2016, investe nos segmentos eólico, hidrelétrico e trade de energia.

Na reunião, acompanhado de representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Programa de Parceria de Investimentos (PPI) e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ressaltou a importância da junção de fontes energéticas como alternativa para o Projeto de Integração do Rio São Francisco.

O ministro também apresentou oportunidades de investimentos nos setores de energia, petróleo e gás, biocombustíveis, renováveis e mineração para cerca de 20 maiores empresas chinesas da área. Além disso, foram realizadas um conjunto de reuniões um a um com potenciais investidores chineses para esclarecimento de dúvidas sobre os diversos processos licitatórios que deverão ocorrer no Brasil no próximo triênio.

No dia 12, em reunião com o diretor da Administração Nacional de Energia (NEA) da China, Zhang Jianhua, o Bento Albuquerque destacou que “as reformas econômicas combinadas com as reformas setoriais consolidarão uma carteira de investimento de cerca de US$ 600 bi nos próximos 20 anos nos setores de petróleo e gás, energia e mineração”, afirmou.

Em seu último dia de agenda em Pequim, o ministro visitou um projeto piloto de cidade inteligente em Tongli. O projeto engloba combinação com geração distribuída, baixa emissão de carbono, uso intensivo de fontes renováveis, inteligência artificial e internet das coisas.

O complexo nuclear Qinshan, com nove usinas, também recebeu o ministro, onde pôde conhecer o primeiro empreendimento, construído em 1991. “Foco e aceitabilidade da sociedade fizeram a diferença para o avanço acelerado do programa nuclear chinês”, afirmou.

A China é um dos países que mais crescem na geração de energia nuclear. A expectativa é que nos próximos 30 anos o país ultrapasse os Estados Unidos em número de usinas nucleares, que hoje é o primeiro do ranking.