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Livro Branco

Ministro assegura que documento atende aos interesses nacionais

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quarta-feira, 27, que a elaboração do Livro Branco da Defesa brasileiro nasceu do amadurecimento das discussões nacionais sobre os temas militares e não atende a nenhum tipo de pressão externa por transparência.

Ele participou do I Seminário Internacional Livro Branco de Defesa Nacional, o quinto seminário promovido pelo ministério da Defesa com o objetivo de reunir subsídios que permitam a elaboração do documento.

Segundo o ministro, “o Brasil não deve explicações para quem quer que seja, muito menos se vê compelido a dar demonstrações de ser o bom mocinho ante a comunidade internacional”.

Nelson Jobim explicou que os tempos de timidez do ministério da Defesa acabaram e que não se pode pensar o Brasil como uma das cinco principais economias do planeta e eventual membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, sem que tenha um arcabouço de defesa condizente com sua estatura político-estratégica.

“Somos possuidores de um histórico impecável de cumprimento dos acordos bi e multilaterais. Não somos ameaça para outras coletividades e não precisamos provar nada. A produção do Livro Branco atende apenas aos interesses nacionais”, enfatizou.

O ministério da Defesa pretende encaminhar a proposta de Livro Branco ao Congresso Nacional até julho de 2012. O texto será atualizado a cada dois anos.

Ele também esclareceu que o Livro Branco não tornará públicas informações de caráter sigiloso que comprometam a segurança nacional.

“Será uma poderosa ferramenta de conhecimento da sociedade sobre a Defesa. Não se trata de um documento escrito por militares para os militares. Sem supervisão civil não se pode pensar em transformação militar”, explicou.

Jobim revelou ainda que o Brasil recebeu nos últimos dois anos, uma grande demanda para participar em missões de imposição da paz, todas rejeitadas.

“O Brasil não tem o pendor intervencionista. Não participamos de operações para fazer a paz, mas de operações de manutenção da paz. No Líbano, chefiamos o Estado Maior da Unifil e estamos estudando enviar uma fragata para apoiar as missões de patrulhamento marítimo”, destacou.

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