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13/10/2015
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13/10/2015

Aldo Rebelo

Ministro assume Defesa e defende Projetos Estratégicos das Forças Armadas

Brasília – O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, assumiu o cargo na semana passada e defendeu a implementação dos Projetos Estratégicos das Forças Armadas. Em seu discurso de posse, ele afirmou que apoiará “cada uma das agendas estratégicas das Forças”. Ele citou nominalmente o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), da Marinha; o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), do Exército; e o FX-2 para aquisição dos caças Gripen para a Força Aérea.

Na sua avaliação, cada um desses projetos fortalece a soberania brasileira. “Desejo assumir, também, alguns compromissos, como a valorização institucional da agenda da Defesa, no sentido de buscar, na sua dimensão civil e militar, a legitimação e a legitimidade junto ao Poder Executivo, Legislativo e à sociedade”, destacou.

O ministro também prometeu atualizar o Projeto Nacional de Domínio do Ciclo Nuclear, além de “lutar para preservar a capacidade operacional da nossa Esquadra”, e comprometeu-se a trabalhar para que uma parte dos recursos oriundos do fundo social do pré-sal (dos 50% restantes ainda não regulamentados) seja destinada para as Forças Armadas.

Ele já havia negociado com o governo federal o repasse de parte desses recursos para o sistema de ciência e pesquisa, quando estava à frente do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). “Vou propor que as Forças Armadas também tenham uma participação”, acrescentou.

Aldo Rebelo afirmou estar ciente das responsabilidades em chefiar a pasta da Defesa e revelou que encontra no MD, “uma agenda compatível com os interesses do Brasil e com o fortalecimento da instituição. Sei do que pesa sobre meus ombros ao conduzir os destinos, ao liderar a perspectiva e o futuro dos seus servidores civis e suas instituições militares”, salientou.

Segundo ele, “o Brasil precisa de Forças Armadas que correspondam aos desafios geopolíticos. Precisa ter Forças compatíveis com o seu tamanho.” Sobre os documentos que norteiam as políticas do ministério – Estratégia Nacional de Defesa, Política Nacional de Defesa e Livro Branco da Defesa Nacional -, o ministro explicou que "embora tenham grande fundamento e sentido de permanência, eles precisam de atualização, como toda normatização de política pública".

Em relação aos recursos orçamentários, explicou que dará continuidade ao trabalho que vinha sendo executado com o objetivo de preservar os programas estratégicos.

"Vou trabalhar com a adaptação à escassez de recursos, que já foi projetada pelo meu antecessor, e procurar recompor o orçamento do ministério. Além disso, buscarei meios não apenas para solucionar demandas imediatas, mas para dar continuidade e permanência ao orçamento, para que ele não fique sujeito à sazonalidade dos momentos da economia do país", concluiu.

Congresso

Pelo menos dez requerimentos já foram apresentados às comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara e do Senado, com o objetivo de convocar o ministro a prestar esclarecimentos acerca dos planos para o ministério da Defesa, o orçamento para os Projetos Estratégicos, o salário dos militares e as estratégias para a Segurança e a Defesa durante os Jogos Olímpicos de 2016.

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