Brasília, 17 de novembro de 2018 - 14h20

Irã

17 de agosto de 2010
por: InfoRel
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O ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, afirmou nesta terça-feira que o Brasil continua negociando com o Irã o asilo político à iraniana Sakineh Ashtiani.



Para o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, tal medida é desnecessária e o Poder Judiciário do país também é contrário ao pedido brasileiro.



"Se esse ditador [Ahmadinejad] tiver um mínimo de bom-senso, deveria permitir que ela venha morar no Brasil e seja salva", disse Vanucchi.



Na sua avaliação, o Brasil é o único país que pode negociar com o Irã depois de o país ter buscado um acordo em torno do programa nuclear do país junto com a Turquia.



“A idéia de que o preceito cultural tem que ser mantido nos levaria a tolerar o infanticídio, por exemplo, e não podemos aceitar isso, como não podemos aceitar a amputação de clitóris promovida por países islâmicos. Tem que questionar e discutir isso, mas não com tanques de guerra”, enfatizou o ministro.



Vannuchi também defendeu a política externa brasileira ao destacar que a maior proximidade com os governos iraniano, venezuelano e cubano não representa qualquer contradição em termos de direitos humanos.



Também nesta terça-feira, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, sugeriu que o Brasil crie uma área própria para abrigar “criminosos e assassinos” estrangeiros.



A Embaixada do Irã em Brasília emitiu nota em que o governo iraniano pergunta se a proposta de oferecer asilo a sentenciados não ameaça a sociedade brasileira.



Diz a nota: “Será que a sociedade brasileira e o Brasil têm que ter, no futuro, um lugar dos criminosos de outros países em seu território? Se a concessão do exílio aos criminosos e assassinos tornar-se um hábito para os países, será que isso não prejudicará o papel dos sistemas jurídicos desses países?”.



Análise da Notícia



Direitos Humanos é um tema mal resolvido no governo Lula.



Sair em defesa dos direitos humanos é posicionar-se à frente dos retrógrados, conservadores e racistas de todo tipo, credo e cor.



As palavras do ministro Paulo Vanucchi são claras e são duras.



Ele chama o presidente do Irã de ditador, algo que o governo brasileiro não reconhece.



A nota da Embaixada do Irã em Brasília é ainda mais cristalina.



Para o Irã, Sakineh Ashtiani é uma criminosa comum.



Para Lula, os presos de consciência cubanos, também.



Vanucchi, ao comentar o esforço do Brasil em salvar (?) essa moça, afirmou que em relação a Cuba, os direitos humanos são um tema controverso.



Segundo ele, a ilha possui um sistema político que "se afasta muito dos valores do governo Lula", embora reconheça que o país também experimentou "avanços sociais que nenhum outro país da América tem".



"O que não pode haver, para nós, são presos de opinião. E o governo brasileiro faz pressões discretas neste sentido. Há sim problemas no regime cubano e destes nós discordamos", afirmou.



Há duas semanas, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, esteve com Lula e saiu afirmando que não existem presos políticos no país.



Que todos são criminosos que foram julgados de acordo com a lei cubana.



Por que então, estão sendo libertados?



E por que Lula, quase se humilhando, pediu um “extraditadozinho” para o Brasil?

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