Amorim representa Brasil na Cúpula Ibero-Americana
03/11/2006
Panorama de segurança regional preocupa
08/11/2006

VI ENEE

Ministro da Defesa abre VI Encontro Nacional de Estudos Estratégicos

O Ministro da Defesa, Waldir Pires, abriu na manhã desta quarta-feira, na sede da Escola de Guerra Naval (EGN), no Rio de Janeiro, a sexta edição do Encontro Nacional de Estudos Estratégicos, quando defendeu uma maior interação entre as Forças Armadas e a sociedade civil.

Waldir Pires destacou ainda a importância dos processos de reaparelhamento e modernização das Forças Armadas ante o cenário de incertezas e conflitos que se apresenta.

“Forças Armadas capacitadas e treinadas, asseguram o cumprimento de tarefas que o exercício da soberania assegura para os desafios de hoje e amanhã. As Forças Armadas necessitam de investimentos para atualizar-se e adequar-se à estatura político-estratégica do país”, defendeu.

De acordo com o ministro, “vivemos fatores de desequilíbrio que se generalizam e ampliam. O terrorismo criminoso e nefasto e a natureza da guerra para combatê-lo, que não pode aumentar a exacerbação dos conflitos”, explicou.

Para Waldir Pires, o mundo precisa corrigir as assimetrias sociais e humanas “que beiram o insuportável e inexplicável, com a expansão da pobreza externa, e dos fluxos migratórios”, registrou.

Estudos Estratégicos

“Eu acredito que este encontro é da mais alta relevância, pois discute os problemas estratégicos do Brasil, que deve participar das grandes deliberações no mundo. Reunir militares, especialistas, acadêmicos, para pensar os desafios do país no cenário internacional é de suma importância”, enfatizou Pires.

O Contra-Almirante Antonio Ruy de Almeida Silva, diretor da EGN, anunciou a criação de uma Secretaria Permanente de Assuntos Estratégicos e a formação da Associação Nacional de Estudos Estratégicos. Ambas terão como principal objetivo, manter os temas estratégicos em permanente discussão.

Para Waldir Pires, a consciência da população a respeito das questões de Segurança e Defesa é ainda muito frágil e a revolução tecnológica exige uma interação eficaz entre civis e militares.

“Como nós ainda não conseguimos organizar um mundo de instituições tranqüilas para a paz, teremos de estar preparados para a defesa dos nossos interesses e da nossa capacidade de crescer, de acordo com o que exige nossa população”, acentuou.

“O Brasil é um país que está decidido não apenas a conviver na estreiteza do nosso mundo, aqui no Atlântico Sul. Estamos cientes de que temos de conviver de forma mais ampla na América do Sul, Europa e Estados Unidos, Ásia e África. Não podemos sustentar a idéia de isolamento, de tentar resolver nossos problemas a partir de uma visão muito reduzida e limitada. O Brasil tem o dever de pensar com todo o mundo. E tem uma enorme disponibilidade para contribuir com um mundo menos turbulento, ” acrescentou.

Política de Defesa Nacional

Waldir Pires também enfatizou a importância da Política Nacional de Defesa (PDN), para a concretização das aspirações do Brasil no conserto das nações. Segundo nele, a PDN é resultado das prioridades políticas do governo e da competência das Forças Armadas.

“O planejamento de maior projeção do Brasil no cenário mundial deve levar em conta as ameaças no campo internacional. Afinal, veladas, imprevisíveis ou explícitas, elas sempre existirão”, afirmou.

Como desafios a serem enfrentados, Waldir Pires enumerou as diretrizes estratégicas a serem atendidas pelas Forças Armadas quanto a garantia das demandas de Defesa:

Рmanter for̤as estrat̩gicas em condi̵̤es de emprego imediato, para a solṳ̣o de conflitos;

– dispor de meios com capacidade de salvaguardar as pessoas, os bens e os recursos brasileiros no exterior;

Рincrementar a interoperabilidade entre as For̤as Armadas, ampliando o emprego combinado;

– aprimorar a vigilância, o controle e a defesa das fronteiras, das águas jurisdicionais e do espaço aéreo do Brasil;

– aumentar a presença militar nas áreas estratégicas do Atlântico Sul e da Amazônia brasileira;

– proteger as linhas de comunicações marítimas de importância vital para o País;

Рdispor de estrutura capaz de contribuir para a preven̤̣o de atos terroristas; e

dispor de capacidade de projeção de poder, visando à eventual participação em operações estabelecidas ou autorizadas pelo Conselho de Segurança da ONU.

O próximo encontro será realizado em Brasília, em 2007 e será organizado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), da Presidência da República. Em 2014, a EGN voltará a sediar o ENEE.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *