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Geopolítica

03 de dezembro de 2015
por: InfoRel

Brasília – O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, criticou os empecilhos ambientais para a atuação das Forças Armadas na Amazônia, a atuação sem fiscalização de Organizações Não Governamentais (ONGs) na região e a proposta do governo da Colômbia de criação de um grande corredor ecológico na fronteira Norte do país.



Em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, 2, Aldo Rebelo defendeu um maior controle sobre as atividades das ONGs que atuam na região amazônica. “O Estado tem que acompanhar as atividades, saber quem financia essas ONGs. Para que tanto interesse? Acho que nós precisamos acompanhar, sem nenhum tipo de xenofobia nem intolerância”, propôs.



O ministro alertou ainda para os interesses supostamente ecológicos que podem esconder outros objetivos e aproveitou para criticar a proposta do presidente colombiano Juan Manuel Santos, que anunciou publicamente, no início do ano, que iria propor ao Brasil e à Venezuela a criação de um “corredor ecológico” na fronteira dos três países, com administração tripartite.



Para o ministro da Defesa, a fronteira amazônica é uma área fundamental para a Defesa Nacional, razão pela qual é contrário à proposta, batizada de Triplo A (porque abrangeria a Amazônia, o Atlântico, e os Andes). “Este corredor ecológico, de ecológico, não tem nada”, afirmou. Ele criticou também a demarcação de áreas indígenas na região de fronteiras e os problemas criados pelo Ibama em relação aos projetos do Exército.



Sobre as estratégias de segurança para prevenir ataques terroristas durante as Olimpíadas do ano que vem, o ministro admitiu a necessidade de apoio de outros países na área de inteligência. “Precisamos de cooperação internacional, com apoio dos países que tem mais experiência, e também dos nossos vizinhos, por causa das fronteiras”, admitiu.



Orçamento



O ministro da Defesa Aldo Rebelo propôs a vinculação de 2% do Orçamento Geral da União para as Forças Armadas como maneira de garantir a continuidade de projetos estratégicos.



Neste ano, o governo anunciou cortes de gastos duas vezes. Em maio, para o Ministério da Defesa, o contingenciamento foi de R$ 5,6 bilhões de reais – de um total de R$ 69,9 bilhões. Em setembro, outro contingenciamento, dessa vez de R$ 26 bilhões para todas as áreas. Para 2016, a perspectiva também é de cortes.


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