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25/02/2014
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25/02/2014

Ministro da Defesa destaca modernização das Forças

Ministro da Defesa destaca modernização das Forças Armadas na EGN

Brasília – Em palestra pelos 100 anos da Escola de Guerra Naval (EGN) nesta segunda-feira, 24, o ministro da Defesa, Celso Amorim, destacou o processo de reaparelhamento das Forças Armadas, com o avanço no programa de submarinos da Marinha (Prosub), a criação do Centro de Defesa Cibernética do Exército (CDCiber) e a aquisição das novas aeronaves de combate da Aeronáutica (Projeto FX-2). Segundo ele, “marcos históricos” da modernização da Defesa brasileira.

Na oportunidade, Celso Amorim discorreu ainda sobre diplomacia marítima, cooperação com países africanos, projetos estratégicos das Forças Armadas e a cobiçada riqueza petrolífera do Brasil – o que, na sua visão, pode motivar o interesse de terceiros.

Para o ministro, “o objetivo dessas e de muitas outras medidas é garantir ao Brasil a posse, com domínio tecnológico, das capacidades necessárias para dissuadir no mar, em terra e no ar ameaças e agressões que o país possa vir a sofrer a qualquer tempo e originadas em qualquer quadrante”.

Ele ressaltou que as áreas marítimas, dotadas de riquezas ainda desconhecidas, “não estão livres de pretensões de controle hegemônico, em detrimento de direitos de Estados costeiros ou da exploração segundo regras multilaterais de conduta”.

O ministro enfatizou também a necessidade de o Brasil ter adequada capacidade de dissuasão com vistas à proteção das enormes reservas de petróleo que o país detém na camada do pré-sal no Atlântico Sul.

UNIFIL

Ao recordar o atentado que vitimou a brasileira Malak Zahwe, ocorrido em Beirute, no Líbano, em janeiro, Celso Amorim explicou que “a presença de uma fragata da Marinha do Brasil na componente marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano, a UNIFIL, é boa ilustração de como o emprego de instrumentos militares pode reforçar a ação diplomática na busca da paz.

Nossa participação no Líbano sublinha a importância de refletirmos sobre nossos desafios e de definirmos nossos interesses”.

África

A relação do Brasil com as nações africanas também mereceu destaque e o ministro lembrou que a Marinha é parte fundamental nesse esforço de cooperação. Ele elogiou o apoio prestado pela Força Naval a nações africanas como Cabo Verde, Namíbia e Guiné, e à União Africana.

Na sua avaliação, a importância da parceria Brasil-África, em assuntos militares e diplomáticos, se deve à responsabilidade conjunta pelo Atlântico Sul.

“Por meio da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, unimos esforços para que nosso oceano seja uma zona de paz e cooperação, livre de armas nucleares e de todo tipo de rivalidades estranhas ao nosso entorno”, afirmou.

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