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Orçamento

Ministro garante projetos internacionais da Defesa e caças

O ministro Nelson Jobim, afirmou nesta segunda-feira, 28, que o corte de R$ 4,1 bilhões no Orçamento da Defesa não atingirá os projetos internacionais, como o submarino nuclear e a compra de aviões de caça para a Força Aérea Brasileira (FAB).

Jobim proferiu aula magna na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), no Rio de Janeiro.

Segundo ele, “nós devemos privilegiar a continuidade dos projetos que têm compromissos internacionais. Os projetos nacionais podem aguardar. O Pró-Sub [de construção de submarinos em parceria com a França] continuará. O KC-390 [avião a jato de transporte de tropas fabricado pela Embraer] tem que continuar, porque nós temos um timing importante, que é 2018, quando 1,5 mil Hércules saem do mercado”.

O ministro explicou que a compra dos caças não deverá ser afetada pela redução de recursos porque o pagamento pelas aeronaves só começaria a partir de 2012.

“Não há despesa de caças neste ano. Uma coisa é decidir o início de uma negociação, que leva no mínimo 12 meses. Ou seja, isso é tudo para 2012 ou 2013. Mesmo que se decidisse hoje, não entraria no Orçamento deste ano,” justificou.

O ministro da Defesa revelou que deverá tratar do assunto com a presidente Dilma Rousseff em breve.

“Vamos conversar com a presidente nos próximos dois meses, assim que acalmar esse problema do Orçamento. Eu gostaria que fosse [decidido] neste semestre, porque a gente já preparava as discussões todas. São contratos altamente complexos”.

Jobim também informou que até a primeira quinzena de março serão definidas as áreas da Defesa que sofrerão os cortes orçamentários.

Originalmente, o orçamento da Defesa era de R$ 15 bilhões.

“Nós temos que cortar porque há um problema fiscal que tem de haver participação do ministério da Defesa. As Forças Armadas já ofereceram as sugestões dos cortes, tanto na manutenção operativa quanto nos projetos”, explicou.

A maior parte dos recursos da Defesa é empregada na manutenção do efetivo das três Forças Armadas, de 345 mil homens.

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