Defesa

Jaques Wagner
08/01/2015
Economia
08/01/2015

Forças Armadas

Ministro quer cicatrizar feridas e aposta em peso político para fortalecer a Defesa

Brasília – O ministro da Defesa, Jaques Wagner afirmou em seu discurso de posse que vai usar o peso político junto ao governo para cicatrizar as feridas do passado e fortalecer a Defesa por meio dos recursos necessários para as Forças Armadas. “Sem perder de vista a prioridade no enfrentamento de nossos desafios sociais e econômicos, o Governo Federal tem dado grande ênfase à política de Defesa. Essa atenção está em sintonia com o crescente interesse da sociedade brasileira pelos temas relativos à Defesa Nacional”, afirmou.

Wagner enfatizou ainda que “nossa visão é a de Forças Armadas cada vez mais capacitadas, modernas e integradas. Tenho plena consciência da prioridade conferida pela Estratégia Nacional de Defesa às áreas nuclear, cibernética e espacial. Esses projetos são essenciais para que nossas Forças Armadas estejam à altura dos desafios estratégicos do Brasil no século XXI, e serão levados adiante. Colocarei todo o meu peso político nesta tarefa”.

O ministro destacou ainda que o Plano de Articulação e Equipamento de Defesa (PAED) será um dois principais eixos que vão orientar e racionalizar a modernização das Forças. Ele assinalou também que os avanços conquistados no reaparelhamento da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, por meio de parcerias com países desenvolvidos e “a construção de novos meios operativos privilegiará a transferência efetiva de tecnologia, como pretendemos com os caças e com o submarino nuclear”.

Ele destacou que a Defesa vai ampliar a cooperação com os países dos BRICS e que o papel do Estado como fomentador da base industrial de Defesa será preservado e incentivado. “Trata-se de um elemento-chave para a obtenção da autonomia tecnológica em Defesa”, explicou.

Sem saber que o corte no orçamento da Defesa chegaria aos R$ 8 bilhões, o ministro assegurou que o governo não descuidará do andamento dos projetos prioritários da área. “Todos sabemos que teremos um ano de aperto, mas quero dizer que este Ministro estará à frente na luta pela garantia da continuidade de todos os projetos”, garantiu.

“A adequada capacidade de dissuasão exige também o aprimoramento da interoperabilidade das Forças Armadas, a cargo do Estado-Maior Conjunto. Estarei atento a esse imperativo”, disse ao se referir as operações na faixa de fronteira e aos Jogos Olímpicos de 2016.

Além disso, revelou que o Brasil seguirá apoiando as iniciativas do Conselho de Defesa Sul-Americano da Unasul e sua recém-criada Escola Sul-Americana de Defesa, assim como as atividades da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, e a recomposição plena da posição brasileira na Antártica.

“Além de exercer um papel construtivo em seu entorno, o Brasil não se furta a suas responsabilidades globais. Atuando sempre sob a égide da Organização das Nações Unidas, e em estreita coordenação com o Ministério das Relações Exteriores, tropas brasileiras ajudam a pacificar nações irmãs como o Líbano e o Haiti e também a nossa presença no Congo”, lembrou o ministro.

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